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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h34.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 12/01/2017. Alterada em 11/01 às 20h26min

Trump afirma que dossiê russo é 'notícia falsa'

Presidente eleito disse que setor de inteligência fará relatório sobre hackeamento em campanha

Presidente eleito disse que setor de inteligência fará relatório sobre hackeamento em campanha


TIMOTHY A. CLARY/AFP/JC
Em sua primeira entrevista coletiva em quase seis meses, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, falou brevemente sobre vários assuntos, mas um suposto dossiê da Rússia com informações comprometedoras - o que justificaria sua aproximação com Moscou - é que dominou a pauta.
De início, o republicano prometeu estimular a economia norte-americana e declarou que será "o maior criador de empregos que Deus já criou". O objetivo do empresário, que assume o cargo no dia 20, é recriar postos de trabalho que alguns setores levaram para fora do país. Em relação aos próprios negócios, ressaltou que vai deixar a cargo dos filhos. 
Trump reforçou que vai começar a construir um muro na fronteira com o México e que um acordo será costurado para que os próprios mexicanos paguem pela construção, na forma de reembolso. Ele ressaltou que respeita o povo mexicano e que tem muitos funcionários do país em suas empresas, mas que o México está "se aproveitando" dos Estados Unidos. "O México vai nos reembolsar. Isso vai acontecer", reiterou.
Ao responder uma pergunta sobre se russos invadiram computadores dos EUA para vazar informações durante a campanha eleitoral, Trump disse que acredita que a Rússia tenha feito, mas também que outros atuaram como "hackers", disse ele, citando a China. O magnata garantiu não ter negócios com Moscou e questionou se sua rival na campanha, a democrata Hillary Clinton, seria mais dura do que ele com o presidente russo, Vladimir Putin. "Se Putin gosta de Donald Trump, considero isso como um ativo, não um passivo", afirmou.
O magnata se recusou a responder uma pergunta de um jornalista da CNN. "Você produz notícias falsas", disparou, referindo-se ao suposto relatório russo divulgado um dia antes por alguns veículos de comunicação, entre eles a CNN. Ele disse que o documento é falso e que não deveria ter sido publicado.
O futuro mandatário prometeu que, em até 90 dias, as agências de inteligência vão produzir um relatório sobre o hackeamento durante a campanha presidencial. "A Rússia vai respeitar mais nosso país enquanto eu estiver no governo."
As supostas informações mantidas por Moscou incluem atividades financeiras e políticas duvidosas, e até mesmo orgias feitas pelo magnata nova-iorquino em Moscou. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, assegurou que o dossiê "é uma mentira que foi inventada para prejudicar ainda mais as relações entre Rússia e EUA".

Em seu último discurso, Obama ressalta que é preciso dar oportunidade a todos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou, na noite de terça-feira, em seu discurso de despedida, que deixa o comando do país mais otimista com o futuro do que quando chegou à Casa Branca, mas destacou que a democracia sofre ameaças e não vai funcionar sem que todos tenham oportunidades. O pronunciamento foi feito em Chicago, terra onde ele começou sua carreira política.
Em um momento de emoção, o democrata chorou ao falar sobre sua esposa, Michelle. "Nos últimos 25 anos, você foi não só minha mulher e a mãe das minhas filhas, mas você foi minha melhor amiga. Você assumiu um papel, que não pediu, e o fez seu modo, com graça, estilo e bom humor", afirmou.
O presidente disse que houve momentos na história dos EUA em que o terrorismo e o aumento da desigualdade ameaçaram a segurança, a solidariedade e a prosperidade do país, e que estas mesmas forças representam um risco para a democracia. Ele destacou ainda uma outra ameaça, que é a questão racial, mas ponderou que a igualdade entre as raças no país está melhor agora do que há alguns anos.
"Se cada questão econômica for enquadrada como uma luta entre uma classe média branca e trabalhadora e uma minoria não merecedora, os trabalhadores de todas as nuances vão ficar lutando por sucatas, enquanto os ricos se retiram para seus locais privados", afirmou Obama.
Obama encerrou seu discurso com a clássica frase que marcou sua primeira campanha eleitoral: "Sim, nós podemos". O dirigente ainda complementou com a frase "sim, nós fizemos", para falar dos avanços que ocorreram na maior economia do mundo nos últimos oito anos.
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