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Porto Alegre, sábado, 14 de janeiro de 2017. Atualizado às 13h07.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 12/01/2017. Alterada em 12/01 às 10h42min

Santa Casa de Rio Grande sofre com falta de recursos

Hospital restringiu atendimentos pelo SUS; funcionários entraram em greve

Hospital restringiu atendimentos pelo SUS; funcionários entraram em greve


ESPECIAL/JC
Isabella Sander e Suzy Scarton
Já se sabe que a dívida do governo do Estado para com os hospitais filantrópicos não deve ser quitada tão cedo, uma vez que não há aceno de estabelecimento de cronograma para os pagamentos atrasados. O ano de 2017 se inicia com um atraso de cinco meses referente a programas específicos, culminando em uma dívida de R$ 180 milhões. Essa realidade vem afetando diversos hospitais em todo o Rio Grande do Sul - entre eles, a Santa Casa de Rio Grande, sob intervenção do Executivo municipal desde 2015.
De acordo com o prefeito Alexandre Lindenmeyer, como o Estado "paga quando quer e como pode", a situação do hospital está complicada, visto que há atrasos no pagamento de fornecedores e de funcionários. Os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão restritos, mas o prefeito garantiu que há pelo menos um plantonista disponível em todos os momentos. Isso mostra que a situação se agravou desde dezembro, quando, em entrevista ao Jornal do Comércio, o superintendente do hospital, Jeferson Alonso, afirmou que o número de internações no estabelecimento tinha sido reduzido a cinco por dia. A Santa Casa de Rio Grande oferece 400 leitos, e a dívida do Estado chega a R$ 6 milhões.
Com os salários atrasados, os funcionários do hospital decidiram entrar em greve ontem. "Estamos com férias, 13º e parte do salário atrasados. Isso é em todo o Estado. Desde que o governo (de José Ivo) Sartori assumiu, nossa vida mudou", desabafa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Saúde (Sindisaúde) de Rio Grande, Rogério Brito.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Rio Grande (Simerg), Horácio Augusto de Miranda Bruno, negou que o atendimento esteja restrito e alega que todos os serviços da Santa Casa seguem, apesar de os mais de 100 médicos lotados no estabelecimento estarem com salários atrasados a dois, três e até cinco meses, dependendo da forma de contratação. "O hospital está operando em situação precária, mas não tomamos nenhuma medida mais drástica. Não foi descartada paralisação, mas os próprios médicos dizem que não podem parar porque, se pararem, a Santa Casa fecha e, se fechar, eles perdem o trabalho. e a população fica desassistida", explica.
Bruno considera importante que as outras 22 cidades do Sul gaúcho se sensibilizem pela dificuldade em que a saúde do município se encontra, não enviando seus cidadãos para serem atendidos ali. "Todos os dias, temos filas de ambulâncias de outras localidades aqui. No início, os médicos concordaram em fazer um sacrifício, mas não sei o que vamos fazer para solucionar a situação."
Rio Grande encontra-se em dificuldades financeiras, conforme o presidente do Simerg, devido à redução dos investimentos no polo naval por parte do governo federal, que chegou a ter 10 mil funcionários e hoje mantém cerca de 300, apenas para manutenção do que já foi feito.
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Comentários
José Ferreira Neto 13/01/2017 21h35min
Na época da Intervenção o promotor da cidade criou uma fantasia que existia uma caos na Santa Casa com objetivo de afastar o administrador da SAnta Casa nessa época, mesmo sem ter o caos, porém hoje após 02 anos dessa Intervenção desastrosa, hoje sim o caos está instaurado, pois pessoas sem qualificação foram colocadas pelo prefeito para gerir o ex-maior complexo Hospitalar da metade-sul, o resultado é esse que se ver agora. Greve! Falta de salários, pior todos os meses é assim.