O historiador Jaime Batista (esquerda) e o casal Carlos e Carmen Zanette, proprietários do Cine Torres O historiador Jaime Batista (esquerda) e o casal Carlos e Carmen Zanette, proprietários do Cine Torres Foto: VOLNEI VARGAS/Especial/JC

Cine Torres é opção cultural no Litoral

Empresários da cidade contam a trajetória empreendedora para a montagem das salas

Carlos Antônio Zanette, 57 anos, é o responsável pela existência do único cinema do Litoral Norte, em Torres. Ele também criou os pedalinhos da Lagoa do Violão, que depois foram replicados em Gramado.
A arte de empreender é algo que divide espaço com risco, do fracasso, das portas fechadas e dos nãos recebidos. Criar algo novo ou inédito, então, é ainda mais arriscado. Para os que conseguem, resta o reconhecimento pelo pioneirismo.
Carlos foi um dos primeiros, há cerca de 20 anos, a desbravar os arredores da lagoa, hoje um conhecido ponto turístico da cidade. Naquela época, tomada por mato e aguapés, o local serviu de palco para o empreendedor construir um deque e instalar os pedalinhos.
Quatro anos depois, conseguiu recriar a mesma ideia na Serra, inaugurando uma das mais populares atrações do município, e que dão personalidade ao Lago Negro. "Não tem turista que vá até Gramado e deixe de visitar o Lago Negro ou andar nos pedalinhos", brinca a esposa de Carlos, Carmen Lúcia Zanette.
Lançamento do Espaço Cultural do Cine Torres, em Torres, no Litoral Norte
Lançamento do Espaço Cultural do Cine Torres, em Torres, no Litoral Norte | Foto: Volnei Vargas/Especial/JC
Essa quase história de cinema sobre a arte de empreender terminou nisso mesmo: em um cinema, inaugurado há dois anos. O trocadilho serve para mostrar que o casal de empreendedores não se satisfez com a criação de dois pontos turísticos em cidades movimentadas do Estado.
"Nós tínhamos duas salas comerciais no prédio onde funcionava um cinema antigo da cidade, tentamos alugar por algum tempo, mas não apareceram interessados, então resolvemos arriscar", explica Carlos. O casal contratou uma pesquisa de mercado, feita pelo irmão de Carmen Lúcia. O estudo mostrou viabilidade.
A parte mais difícil - além da transformação das salas comerciais em salas de cinema - era adquirir os projetores. O equipamento pode custar até R$ 400 mil, segundo Carlos, e é fabricado somente nos Estados Unidos.
Como o objetivo era abrir o negócio ainda no verão, eles conseguiram um projetor que já estava no País, enquanto aguardavam a chegada do importado, que viria de navio. Assim, no dia 9 de janeiro de 2015 iniciaram-se as sessões do Cine Torres, orgulhosamente estampando o slogan de "mais moderno do Litoral Norte e Extremo Sul catarinense".
O investimento total, com a instalação das duas salas e do serviço de bombonière, passou de R$ 1,5 milhão. Um acervo ainda transmite cenas de filmes que foram gravados na praia.
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