Carlos Schütz, Derly Fialho, Carlos Sperotto, Ayrton Ramos e Gilmar Tietböhl. Carlos Schütz, Derly Fialho, Carlos Sperotto, Ayrton Ramos e Gilmar Tietböhl participaram da coletiva de imprensa hoje Foto: FREDY VIEIRA/JC

Sebrae aposta que 2017 será o ano das micro e pequenas empresas

Entidade promoveu coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira

O Sebrae do Rio Grande do Sul prevê que 2017 será o ano das micro e pequenas empresas. Isto porque a recuperação, para este perfil de negócio, é mais ágil.
Derly Fialho, diretor-superintendente da entidade, disse, durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (10), em Porto Alegre, que as grandes têm problemas de endividamento e ociosidade. “A retomada é mais demorada e mais cara”, considera ele. O dono de uma pequena empresa, para Derly, pode se dar ao direito de tomar uma decisão durante um sonho à noite e no outro dia implementá-la.
Outro fator que beneficia os empreendedores de menor porte é o fato de eles estarem onde o cidadão se encontra: no bairro, na favela, na estrada. E é capaz de empregar pessoas. “É o pequeno empresário que dá trabalho na crise para os vizinhos e membros da família”, avalia Derly.
Na apresentação, foi destacada uma frase do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre o fato de as economias desenvolvidas serem fundamentadas em pequenos negócios. Só no Rio Grande do Sul há aproximadamente 1 milhão de operações com esta característica. E o desejo de ter o próprio negócio, em um ranking de prioridades, está em quarto lugar para muitos brasileiros.
Entre as conquistas de 2016, segundo Derly, está a aceleração do processo de abertura de novas empresas no Rio Grande do Sul. Se no passado levava-se mais de 200 dias, agora fica na média de 31. Em Farroupilha, na Serra, são oito. “A média de 15 dias seria bom demais para estimular os empreendedores para a formalização”, sentencia Derly.
O que deve colaborar para esse processo é o fato de que, a partir de março, o Estado se tornará o primeiro do Brasil a ter uma junta comercial digital. Contadores e empresários poderão fazer e alterar contratos de forma mais eficaz.
Embora prevaleça otimismo, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae RS, Carlos Sperotto, afirma que “vamos ter dificuldades em 2017, será preciso criatividade”.

Pesquisa

Segundo pesquisa do Sebrae RS, a avaliação dos negócios em 2016 se deu da seguintes forma:
- Para 20% dos entrevistados foi melhor que 2015
- Para 57% foi pior que 2015
**
Itens que mais pressionaram os custos da empresa:
- 32% impostos e taxas municipais
- 18% matéria-prima e mercadoria
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