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Porto Alegre, sexta-feira, 03 de fevereiro de 2017. Atualizado às 16h07.

Jornal do Comércio

Economia

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Turismo

Alterada em 03/02 às 17h09min

Parques aquáticos atraem veranistas no litoral gaúcho

Acqua Lokos atrai milhares de pesssoas todos os fins de semana no Litoral Norte

Acqua Lokos atrai milhares de pesssoas todos os fins de semana no Litoral Norte


Acqua Lokos/DIVULGAÇÃO/JC
Alberi Neto
Ir para a praia é a principal atividade de boa parte dos gaúchos durante as férias de verão. Principalmente para quem vive nos grandes centros afastados do litoral ou para turistas de países vizinhos. Porém, longe da areia e água salgada, outra opção vai levando cada vez mais turistas para suas dependências durante a alta temporada. São os parques aquáticos, recheados de piscinas e atrações que levam milhares de pessoas todos os finais de semana a diversos pontos do Estado, principalmente ao Litoral Norte.
Um desses empreendimentos que viram ponto de parada obrigatória durante o verão é o Acqua Lokos, um dos mais famosos parques aquáticos do Estado e também um dos mais movimentados. Com capacidade para receber até quatro mil pessoas por dia, o empreendimento fica em Capão da Canoa, nas margens da RS-389, a Estrada do Mar. O complexo de lazer, com aproximadamente 20 hectares, é dividido em cinco áreas: aquática, coberta, diversão, fazenda e hotel, que conta com 36 chalés.
Além das piscinas, quem vai ao parque pode fazer passeios a cavalo, descer numa tirolesa, brincar numa arena de paintball ou tiro ao alvo e correr numa pista de kart, entre outras atividades. “A partir do dia 10 de março, quando normalmente se encerrava a temporada, vamos manter funcionando as áreas de diversão, fazenda e hotel. Dando uma opção extra aos turistas durante o inverno”, conta o diretor do Acqua Lokos, Fabiano Brogni.
Segundo ele, o movimento deste ano tem sido melhor, comparado ao mesmo período do ano passado. “O movimento vai crescer em torno de 15% esse ano, comparado com o de 2016. E como abriremos durante o ano todo estamos confiantes que esse aumento seja de até 20% no público”, projeta Brogni. O diretor explica que, por conta da principal atração ser a parte aquática, o tempo bom favorece o movimento. “No ano passado, tivemos um verão de tempo mais chuvoso, o que faz com que muitas pessoas deixassem de vir. O sol deste ano tem sido um grande aliado ao crescimento do público”, comemora Brogni.
Um dos pontos de destaque no movimento no parque é a presença dos hermanos, as levas de argentinos que veraneiam no litoral gaúcho. Segundo a administração do empreendimento, entre as cidades do país vizinho que mais frequentam o local estão Buenos Aires, Córdoba e Rosário. O número bate com a projeção da Policia Rodoviária Federal (PRF) para o verão desse ano no Estado. Segundo a PRF, mais de 2,5 milhões de estrangeiros vão cruzar o litoral gaúcho nesta temporada. 
Mas nem só de argentinos vive o Acqua Lokos. Na verdade, os grandes amantes do parque são os porto-alegrenses, que representam aproximadamente 35% do público total. Em segundo lugar, vem Caxias do Sul com cerca de 30% dos visitantes. As excursões organizadas por escolas são outro grande aliado do movimento, como explica Brogni: “Temos um bom público jovem. Tanto que, entre novembro e dezembro, predominam as crianças que vêm através das escolas. Em janeiro e fevereiro, chegam as famílias em maior número, sendo que 67% do público tem menos de 34 anos”, detalha. Segundo o diretor, 62% do público são mulheres, enquanto 38% são homens.
A alta rotatividade de pessoas passando diariamente pelas dependências do complexo gira a roda da economia e gera empregos. Somente para a temporada 2016/2017 foram geradas mais de 160 vagas diretas e 200 indiretas. Para os administradores, o crescimento é fruto de um trabalho de vendas de pacotes turísticos, principalmente nas regiões do Litoral Norte, Porto Alegre e Região Metropolitana, na Serra e no Mercosul.

Complexo ecologicamente sustentável

Piscinas do parque acumular 4 milhões de litros da água
Piscinas do parque acumular 4 milhões de litros da água
DIVULGAÇÃO/JC
Se manter a água de uma piscina pequena limpa e cristalina já é trabalhoso, imagine o esforço necessário para manter em condições de banho um universo de 4 milhões de litros da água. É essa a quantidade que enche todas as piscinas, tobogãs e demais atrações aquáticas do parque.
A água do Acqua Lokos vem de uma Estação de Tratamento de Água criada há 15 anos. Uma vez dentro das piscinas, o líquido é filtrado várias vezes durante o dia, fechando um período de 12 horas de filtragem.
Os jatos de cloro que são despejados nas piscinas vêm de 13 geradoras de cloro instalados no local. As Aqua Tronics, como são chamadas as geradoras, fazem o cloro a partir de um ingrediente bem menos insalubre e agressivo do que o hipoclorito. As máquinas usam sal de cozinha. “Além de ser muito menos agressivo, o sal rende muito mais. Em vez de um caminhão de hipoclorito por semana, compramos um caminhão de sal por mês. O processo também deixa a água muito mais limpa e totalmente potável”, explica Brogni.
Uma das ideias do empresário é mostrar isso para os frequentadores. Tanto que a empresa vem apresentando um projeto pedagógico a prefeituras da região. A atividade busca atrair excursões de escolas até o parque para que os estudantes acompanhem o processo de produção do 'cloro ecológico'. “Já temos acordos praticamente fechados com a administração de Maquiné e de Arroio do Sal”, comemora o diretor do parque.
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