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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h34.

Jornal do Comércio

Economia

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Petróleo

Notícia da edição impressa de 12/01/2017. Alterada em 11/01 às 21h48min

Petrobras tem US$ 42 bilhões em ativos para a venda

Estatal bateu meta de produção de 2,145 milhões de barris por dia

Estatal bateu meta de produção de 2,145 milhões de barris por dia


STÉFERSON FARIA /STÉFERSON FARIA/AGÊNCIA PETROBRAS/DIVILGAÇÃO/JC
A Petrobras conta com US$ 42 bilhões em ativos que poderão ser negociados para chegar à meta de desinvestimento de US$ 21 bilhões em 2017 e 2018, segundo o diretor financeiro, Ivan Monteiro. Entre as negociações, a mais avançada é a venda de fatia da BR Distribuidora, disse ele, sem adiantar uma data para a conclusão do negócio.
Por conta de determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) e de liminar concedida pela Justiça ao sindicato de petroleiros de Sergipe e Alagoas (Sindipetro-AL/SE), está suspenso o processo de desinvestimento da empresa. Mas, internamente, as conversas, inclusive em torno da BR, continuam acontecendo, disse Monteiro, em café da manhã ontem, no qual toda diretoria da empresa esteve reunida para fazer um balanço do ano passado e falar dos desafios para 2017.
Ele disse que o acordo sobre o controle da distribuidora de combustíveis é mais complexo, porque envolve definições dos direitos que serão concedidos ao novo acionista. Segundo Monteiro, a Petrobras aguarda o fim do recesso no TCU para retomar as discussões do modelo adotado pela empresa para o desinvestimento. O tribunal pediu que a empresa promovesse mudanças no processo. "Concordamos com algumas mudanças propostas, porque consideramos positivas. Mas outras podem atrasar as negociações de desinvestimento", afirmou.
O diretor financeiro também disse ter expectativa de que as empresas de classificação do risco de investimento melhorem a nota da estatal ao longo do ano. Monteiro demonstrou confiança com as finanças, mas disse que as agências estão como uma "fotografia defasada" da Petrobras, porque trabalham com intervalos de tempo entre a emissão de um relatório e outro.
Desde que a empresa perdeu o grau de investimento, tem trabalhado para reduzir o endividamento, adotado práticas de governança corporativa e tentado demonstrar autonomia na condução dos preços dos combustíveis, o que deve contribuir para a melhora do rating, segundo Monteiro. Ele cita ainda a percepção de que as condições do País estão melhores, o que também é favorável para a companhia.
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, comemorou o fato de a empresa ter batido a meta de produção de 2,145 milhões de barris por dia na média de 2016. "Em dezembro, batemos uma série de metas. Temos a convicção de que reputação se constrói com promessas feitas e cumpridas", afirmou.
Mesmo a meta de desinvestimento, que não foi alcançada, foi destacada por Parente. Ele ressaltou que a companhia começou o ano com saldo de desinvestimento de US$ 700 milhões e fechou com US$ 13,6 bilhões em venda de ativos. Faltou se desfazer de US$ 1,5 bilhão para atingir a meta, valor repassado para o biênio 2017-2018, quando US$ 21 bilhões serão desinvestidos.
A empresa reforçou a previsão de investimento de US$ 19 bilhões neste ano, incluída no plano de negócios. Parente ainda ressaltou a sua convicção de que a companhia está no caminho certo ao adotar uma política de definição dos preços dos combustíveis atrelada ao mercado internacional. Ele disse que a Petrobras vem mantendo margens positivas com a venda de derivados de petróleo e criticou os cálculos de prêmio (diferença entre os preços internos e externos) feitos por analistas.
"A Petrobras não tem que se preocupar com critérios macroeconômicos (inflação). Apenas reagimos aos preços internacionais", afirmou Parente.
Durante o evento com jornalistas, a Petrobras anunciou que retomará as obras da unidade de processamento de gás natural do Comperj, o complexo petroquímico em instalação em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Para isso, lançou concorrência no valor de R$ 2 bilhões e convidou cerca de 30 empresas, a maioria de capital estrangeiro.
A obra do Comperj é investigada pela Lava Jato, e sua principal unidade, de refino de petróleo, ainda não tem prazo de conclusão. A unidade de gás é uma estrutura secundária ao projeto que receberá e processará o gás vindo dos campos no pré-sal na Bacia de Santos, a partir de 2020.
Parente ressaltou que o movimento não significa a retomada do Comperj, mas que a unidade será importante na atual estrutura de produção da empresa. Ele foi questionado se o convite a empresas estrangeiras foi proposital, dado que as principais construtoras brasileiras estão impedidas de fechar contrato com a Petrobras em função da Lava Jato.
O presidente argumentou que a maior parte das convidadas são empresas com matriz no exterior, mas com operações e empregados no Brasil. Parente adiantou-se a possíveis críticas ao uso de empresas estrangeiras, o que classificou de "ranço ideológico".
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