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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de janeiro de 2017. Atualizado às 17h25.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 11/01 às 18h26min

Petróleo sobe com queda na produção da Opep e recuo no estoque em Cushing

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta na sessão desta quarta-feira (11), apoiados por relatos de que a Rússia e a Arábia Saudita estão cumprindo com a redução da oferta acordada no ano passado. Além disso, um relatório da S&P Global Platts mostrou que a produção dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) recuou pela primeira vez nos últimos sete meses. O dólar fraco e o relatório semanal de estoques da commodity nos Estados Unidos também influenciaram os preços, com os investidores reagindo a uma queda nos estoques em Cushing.
O petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 2,81%, para US$ 52,25 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para março subiu 2,72%, para US$ 55,10 o barril.
O petróleo reverteu as perdas das duas sessões anteriores e operou em alta durante todo o dia, apoiado por relatos que indicaram que a Rússia e a Arábia Saudita estão cumprindo com o acordo de cortes de produção entre membros e não membros da Opep. Maior exportadora de petróleo do mundo, a Arábia Saudita teria informado a compradores asiáticos que iria reduzir o seu fornecimento de petróleo em fevereiro.
Além disso, um relatório da S&P Global Platts mostrou que a produção dos membros da Opep recuou pela primeira vez em sete meses, para 32,85 milhões de barris por dia em dezembro, caindo 280 mil barris por dia na comparação com o mês anterior. Os dados não incluem a Indonésia, cuja adesão foi suspensa em dezembro. Segundo a pesquisa, as quedas foram registras devido a um recuo "acentuado" na produção da Nigéria e da Arábia Saudita "um mês antes do início do acordo da Opep para controlar a oferta de petróleo".
A primeira entrevista coletiva do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, também influenciou os preços. Durante a entrevista, o dólar chegou a ganhar força, mas, depois, a divisa americana recuou ante moedas principais. Com isso, o petróleo acelerou os ganhos durante a tarde, já que, por ser cotado em dólar, ficou mais barato para investidores que operam em outras divisas.
Por fim, o relatório semanal de estoques de petróleo do Departamento de Energia (DoE) dos EUA também impulsionou a commodity. Os estoques em Cushing, Oklahoma, caíram 579 mil barris, para 66,93 milhões de barris, o que "tira a pressão de qualquer conversa sobre os estoques enchendo em Cushing", disse Bob Yawger, diretor da divisão de mercado futuro da Mizuho Securities USA.
Os preços se mantiveram em alta mesmo com o avanço dos estoques de petróleo, de gasolina e de destilados. Os estoques de petróleo subiram 4,097 milhões de barris; os de gasolina ganharam 5,023 milhões de barris; e os de destilados avançaram 8,356 milhões de barris.
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