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Porto Alegre, terça-feira, 10 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 11/01/2017. Alterada em 10/01 às 21h18min

Brasil terá safra recorde em 2017, diz Conab

Área total das lavouras brasileiras deverá crescer 1,3%, atingindo 745,6 mil hectares

Área total das lavouras brasileiras deverá crescer 1,3%, atingindo 745,6 mil hectares


EMATER/DIVULGAÇÃO/JC
A safra brasileira de grãos deve chegar a 215,3 milhões de toneladas neste ano, informou, nesta terça-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume, recorde, será 15,3% maior do que a colheita anterior e corresponde a um acréscimo de 28,6 milhões de toneladas, segundo a estatal.
"O resultado positivo se deve à produtividade média das culturas, em recuperação da influência negativa das condições climáticas da safra passada. A área total também tem previsão de ampliação em 1,3%, ou 745,6 mil hectares, quando comparada à safra anterior, podendo chegar a 59,1 milhões de hectares", diz trecho de nota da Conab.
Para a soja, a projeção é de crescimento de 8,7% na produção, podendo atingir 103,8 milhões de toneladas, com aumento de 8,3 milhões de toneladas. A área cresceu 1,6%. Já o milho primeira safra deverá alcançar 28,4 milhões de toneladas, com um aumento de 9,9%, ou 2,5 milhões de toneladas, frente à safra 2015/16, e ampliação de 3,2% na área.
Os técnicos também estimam que o feijão primeira safra deve obter 1,3 milhão de toneladas, resultado 25,7% superior à safra passada, enquanto para o arroz a previsão é de 11,6 milhões de toneladas e aumento de 9,7%. Já o algodão pluma deve crescer 10,1% e chegar a 1,42 milhão de toneladas, apesar de uma redução de 5,2% na área cultivada. Algodão e arroz tiveram redução de área, devido à substituição pelo cultivo de soja, o que não ocorreu com as demais culturas de primeira safra.
Em relação à safra de inverno colhida em meados do ano, a produção de trigo cresceu 21,5% acima dos números de 2015 e alcançou 6,7 milhões de toneladas. A cevada teve crescimento de 42,5% na produção, que será de 374,8 mil toneladas, graças à recuperação da produtividade. Também a canola e o triticale apresentaram aumento de área e produtividade. A canola produziu 71,9 mil toneladas e o triticale, 68,1 mil toneladas.
 

No Estado, previsão é de perdas na soja e no milho e de alta no arroz

Na contramão das projeções nacionais divulgadas pela Conab, a safra no Rio Grande do Sul não deverá ter os viçosos números do ciclo brasileiro 2016/2017. No Estado, a companhia estima que haverá ganhos de produção, nos principais grãos, apenas no arroz. No caso da soja, principal cultura gaúcha na área de grãos, a queda pode chegar a 5,1%, segundo o levantamento da Conab.
Mesmo com uma área um pouco maior, as lavouras gaúchas têm riscos climáticos a serem enfrentados. "Na soja, a previsão de 15,38 milhões de toneladas é inferior à do ciclo passado (16,2 milhões de toneladas). O que nos leva a essa projeção é que fevereiro deve ser um mês mais seco do que o registrado no mesmo período de 2016", pondera o superintendente regional substituto da Conab, Ernesto Irgang.
No milho, em que a projeção de perda é de 12,2%, a única expectativa positiva é de que a queda pode ser reduzida, avalia Irgang. Isso porque as previsões que incluem informações climáticas tendem a ser menos precisas quando mais distantes estiverem dos períodos críticos das cultura. Para o arroz, que havia sido bastante afetado na safra 2015/2015, a alta estimada em 12,2% é praticamente definitiva. "O arroz teve bons períodos de chuva na hora certa, e de sol e luminosidade também, especialmente entre dezembro e janeiro", esclarece Irgang.
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