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Porto Alegre, terça-feira, 10 de janeiro de 2017. Atualizado às 18h25.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

10/01/2017 - 19h26min. Alterada em 10/01 às 19h26min

Petróleo tem forte queda em meio a preocupações com aumento de produção

Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda pela segunda sessão seguida, nesta terça-feira, 10, com o tipo WTI, negociado em Nova Iorque, registrando o pior fechamento em um mês, em meio a preocupações renovadas sobre os excedentes globais, apesar do recente acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para reduzir a produção.
O petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de US$ 1,14 (-2,19%), a US$ 50,82 o barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para março caiu US$ 1,30 (-2,37%), a US$ 53,64 o barril.
De acordo com uma reportagem do Wall Street Journal a Líbia, que foi liberada do acordo para reduzir a produção, mais que triplicou a extração de petróleo nos últimos seis meses. Dados recentes também mostraram aumento das exportações do Irã e do Iraque, o que deixou os investidores preocupados de que o plano do cartel pode não ser suficiente para acabar com excedentes de dois anos na oferta.
O jornal reportou que milícias líbicas que fecharam portos e campos de petróleo fecharam acordos que permitiram que a petroleira estatal do país, a National Oil Co., ou NOC, aumentasse a produção para 708 mil barris por dia nesta semana, segundo um porta-voz da empresa. No ano passado, o país produziu 200 mil barris diários mas a NOC acredita que pode chegar a 900 mil barris por dia em 2017.
O Irã provavelmente vendeu volumes de petróleo que estava estocando. A ClipperData disse na segunda-feira que as reservas iranianas recuaram de 32,5 milhões de barris para 17 milhões de barris.
As chances de notícias positivas para o mercado de petróleo no futuro próximo são dispersas. Alguns dizem que pode levar semanas ou meses antes que fique claro que os cortes da Opep estejam de fato acontecendo, e se são grandes o suficiente para reduzir os estoques.
Os investidores estarão atentos agora aos números dos estoques de petróleo dos Estados Unidos da semana passada, a serem divulgados amanhã pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).
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