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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de janeiro de 2017. Atualizado às 18h01.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 09/01 às 19h06min

Dólar perde valor ante o real enquanto investidor espera Copom

O dólar encerrou em queda nesta segunda-feira, 9. Segundo profissionais do mercado de câmbio, a moeda americana perdeu valor enquanto investidores esperam a decisão de política monetária pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne a partir de amanhã. Além disso, houve fluxo de entrada pela via comercial. A princípio, a alta do dólar até R$ 3,2306 no mercado à vista no início da sessão atraiu exportadores para a ponta de venda e a moeda passou a cair, disse o diretor da Correparti, Jefferson Rugik.
Com o aumento da oferta, o dólar à vista fechou em queda de 0,66%, aos R$ 3,1983, o que representa o menor valor em um fechamento desde 8 de novembro de 2016 (R$ 3,1733). Na mínima intraday, a moeda no balcão chegou a R$ 3,1906 (-0,90%). O giro foi baixo. A clearing de câmbio da BM&FBovespa somou cerca de US$ 1,22 bilhão.
O contrato de dólar para fevereiro fechou em baixa de 0,85%, aos R$ 3,2190, com volume financeiro de cerca de US$ 8,12 bilhões.
O giro mais baixo que a média diária pode ser explicado pelo apetite moderado do investidor, como explica o economista-chefe da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo. "O mercado quer ser otimista com 2017 e continua comprando a ideia de que o (novo) ano vai ter uma melhora", afirma o economista. "Mas os volumes (de negociação) seguem baixos, então os negócios estão surgindo muito por conta do pessoal de (análise) gráfica, de day-trade", diz.
A confirmação de que a Petrobras prepara uma emissão internacional chamou atenção de analistas, mas não foi, segundo o economista da Órama, o que preponderou para a queda do dólar ante o real. Segundo o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou, a petroleira registrou forte demanda pelos investidores em sua captação externa. O papel com vencimento em cinco anos registrou demanda de US$ 11 bilhões e o de dez anos, de US$ 9 bilhões. Com isso, a petroleira já revisou para baixo suas taxas em 25 pontos-base (bps) em relação à proposta inicialmente, para 6,25% (5 anos) e para 7,50% (10 anos), segundo fontes. O yield poderia ainda cair mais 12,5 bps, para 6,125% e 7,375%, respectivamente.
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