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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h31.

Jornal do Comércio

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Vinicius Ferlauto

Giro Rápido

Notícia da edição impressa de 06/01/2017. Alterada em 05/01 às 21h52min

Sem potencial para os elétricos

Assim como Índia e Rússia, o Brasil não deverá ser atrativo comercialmente para carros 100% elétricos. O diagnóstico é da Accenture, consultoria especializada em análises empresariais, com base em uma pesquisa realizada em 14 países. Os motivos: falta de incentivos fiscais, problemas na estrutura de abastecimento elétrico e a dimensão do mercado de automóveis. Tais parâmetros indicam o nível de investimentos que as fabricantes do setor devem destinar para cada localidade em pesquisas e desenvolvimento. Brasil, Índia e Rússia mostraram, além de um mercado fraco para os elétricos, uma perspectiva tímida de crescimento nos próximos anos. A falta de iniciativa dos governos e o valor do combustível, considerado baixo pela consultoria, deixam os três países inviáveis, pelo menos por enquanto, para a propulsão elétrica. Em posição oposta aparecem China e Estados Unidos, com seus mercados já bem abastecidos de modelos elétricos, e com potencial de grande crescimento. Segundo o estudo, são os melhores locais para novos modelos e pontos de recarga e estrutura. A China já é um dos líderes em pesquisas de baterias e motores, e projeta que 40% dos emplacamentos de automóveis sejam de modelos elétricos em 2030. Canadá, França, Alemanha, Índia, Japão, Holanda, Noruega, Coreia do Sul, Suécia e Reino Unido foram considerados mercados ainda fracos, mas que estão investindo e criando leis para favorecer a difusão dos veículos 100% elétricos.
Balanço do RS
O mês de dezembro de 2016 trouxe crescimento de 22,15% nas vendas de veículos no Rio Grande do Sul em relação a novembro. Praticamente todos os segmentos apresentaram números positivos nessa comparação: autos e comerciais leves (24,19%), caminhões (9,16%), ônibus (36%) e motos (20,56%). Apenas os implementos rodoviários amargaram queda de 12,41%. Mesmo assim, o setor gaúcho da distribuição de veículos fechou o ano com redução acumulada nas vendas de 21,24%. Somando todos os segmentos, 158.732 unidades foram comercializadas em 2016, contra as 201.528 de 2015. O balanço é do Sincodiv/Fenabrave-RS.
Condução autônoma
A Volvo Cars e a Autoliv, especializada em sistemas de segurança automotiva, assinaram o último acordo para estabelecer uma nova joint venture, a Zenuity, que desenvolverá softwares para sistemas autônomos de condução e assistência ao motorista. É a primeira vez que uma fabricante de veículos premium une forças com um fornecedor para conceber sistemas avançados de assistência ao motorista e tecnologias de condução autônoma. A Autoliv e a Volvo Cars serão proprietárias em igual participação da joint venture.
Aplicativos para veículos
A Ford e a Toyota anunciaram, durante a CES, a maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas (EUA), a formação do SmartDeviceLink Consortium. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que irá gerenciar uma plataforma de software de código aberto para o desenvolvimento de aplicativos de smartphones para veículos. O objetivo é incentivar a padronização na indústria e dar mais opções de conectividade e controle para os consumidores. O consórcio tem como primeiros membros Mazda, Grupo PSA, Fuji Heavy Industries e Suzuki, além dos fornecedores Elektrobit, Luxoft e Xevo. As empresas Harman, Panasonic, Pioneer e QNX também assinaram cartas de intenção para participar. O trabalho conjunto contribuirá para o aprimoramento do código aberto, aumentando a qualidade e a segurança do software para os usuários. A adoção do SmartDeviceLink em toda a indústria também dá aos desenvolvedores a perspectiva de maior escala para seus aplicativos, com a aplicação em milhões de veículos no mundo. A tecnologia SmartDeviceLink se baseia no software AppLink, que a Ford apresentou para a comunidade de código aberto em 2013 e que, hoje, está disponível em mais de cinco milhões de veículos no mundo.
 
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