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Porto Alegre, quarta-feira, 04 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h26.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Fiscalização

Notícia da edição impressa de 05/01/2017. Alterada em 04/01 às 22h16min

TCU vê superfaturamento no aeroporto de Goiânia

Auditores do tribunal vão verificar obras da empreiteira

Auditores do tribunal vão verificar obras da empreiteira


TCU/DIVULGAÇÃO/JC
Uma das obras nas quais a Operação Lava Jato suspeita de pagamento de propinas pela Odebrecht, a construção do novo aeroporto de Goiânia, iniciada em 2005, foi superfaturada em
R$ 211,6 milhões, segundo cálculo do Tribunal de Contas da União (TCU). O prejuízo é considerado, por auditores da Corte de Contas, um emblema da sangria causada pelo esquema de corrupção e desvios do qual a empreiteira se beneficiou. Ao todo, o contrato e os aditivos fiscalizados consumiram
R$ 564 milhões. Nos próximos meses, o tribunal terá de auditar, com base em novos dados da investigação, dezenas de outros projetos negociados pela Odebrecht em troca de suborno. O pente-fino nos empreendimentos citados na Lava Jato, a cargo de um grupo especial do TCU, pode dar a dimensão das perdas reais causadas ao País.
Por ora, a empreiteira e sua subsidiária Braskem, que atua no setor petroquímico, admitiram a distribuição de R$ 3,4 bilhões em propinas a autoridades e servidores públicos de 12 países. No Brasil, foi pago R$ 1,1 bilhão, o que viabilizou R$ 6,3 bilhões em contratos. Os dados constam de relatórios do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, divulgados na semana passada. O superfaturamento apurado nas obras como um todo, no entanto, ainda é uma incógnita e está em apuração.
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