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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h20.

Jornal do Comércio

Política

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Reestruturação do Estado

Notícia da edição impressa de 21/12/2016. Alterada em 21/12 às 16h24min

Servidores são feridos com balas de borracha em novos confrontos

Policiais civis que protestavam e brigadianos negociaram pacificação depois de confronto na Praça da Matriz

Policiais civis que protestavam e brigadianos negociaram pacificação depois de confronto na Praça da Matriz


JONATHAN HECKLER/JC
Marcus Meneghetti
No segundo dia de votação do pacote de reestruturação do Estado na Assembleia Legislativa, servidores públicos - que realizavam mais um protesto na Praça da Matriz - foram atingidos por balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio disparadas pelos batalhões da Brigada Militar que impediam que manifestantes entrassem no Parlamento. Ocorreram pelo menos três confusões. Dois manifestantes ficaram feridos.
O primeiro episódio de violência ocorreu no início da tarde, por volta das 14h, quando os servidores públicos estavam se agrupando em torno de um caminhão de som, onde representantes de várias categorias do funcionalismo se revezaram nos pronunciamentos.
Quando um grupo de policiais civis do Interior chegou à praça, se aproximaram do gradil que cercava o perímetro do Legislativo. Foi aí que um dos batalhões da tropa de choque atacou os manifestantes.
A multidão se dispersou rapidamente entre as alamedas da praça, em meio à fumaça do gás e os estouros das balas de borracha. Depois de aliviarem a ardência dos olhos, buscando água nas barracas instaladas por vários sindicatos nas alamedas da praça, alguns servidores da Polícia Civil constataram que um colega havia sido atingido por uma bala de borracha no rosto, e outra, nas costas.
"Estávamos chegando na praça. Não sei por que, mas fomos recebidos com tiros e bombas de gás lacrimogêneo. Estava no meio do pessoal, mesmo assim, me acertaram no rosto", relatou o policial civil Luis Giovani Oliveira.
O segundo episódio violento aconteceu aproximadamente às 16h, quando um grupo de jovens ativistas mascarados se misturou à multidão, portando pedras e foguetes. A princípio, se manifestaram sem violência. Mas, quando a Brigada Militar atacou mais uma vez a manifestação, não houve dispersão como da primeira vez, pois o grupo de jovens respondeu com pedradas e foguetes na direção do regimento.
Entretanto, antes do confronto, o servidor que coordenava as falas no caminhão de som, o policial civil Cláudio Wohlfahrt, pedia para os colegas não revidarem com mais agressões.
"Pessoal, sem violência. Vamos tirar esses jovens, mas sem agredir ninguém. Vamos protestar do nosso jeito. Nossa pressão não vai ser gentil, mas vai ser sem molecagem", falou.
Depois desse momento, a Brigada Militar deixou de fazer ofensivas, pelo menos até o fechamento desta edição. O comando dos brigadianos e lideranças dos profissionais da segurança chegaram a conversar - cada um de um lado do gradil - para evitar novos episódios de violência, porque os dois lados estavam armados e queriam evitar ferimentos piores.
Os sindicalistas continuaram discursando no caminhão de som. "A presença da tropa de choque na frente do Parlamento é a prova de que o pacote é contra o povo. Agora, temos que manter a unidade contra o ataque do governador José Ivo Sartori (PMDB)", falou o presidente Sindicato dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (Sindsepe), Cláudio Augustin.
O terceiro confronto entre manifestantes e a Brigada Militar ocorreu por volta das 21h30min. O conflito aconteceu após a derrubada de parte dos gradis que impedia o acesso da população à Assembleia, provocado por manifestantes. Na confusão, uma jovem foi presa, portando coquetéis molotov. A ação foi novamente marcada pelo uso de balas de borracha e bombas de gás. Até o fechamento da edição, os servidores seguiam mobilizados, assistindo à sessão em um telão na praça.
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