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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de dezembro de 2016. Atualizado às 00h06.

Jornal do Comércio

Internacional

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Terrorismo

Notícia da edição impressa de 23/12/2016. Alterada em 22/12 às 20h18min

Polícia encontra digitais em caminhão usado em ataque à feira em Berlim

Mercados natalinos estão sendo patrulhados por toda a Europa

Mercados natalinos estão sendo patrulhados por toda a Europa


CLEMENS BILAN/AFP/JC
Investigadores alemães afirmaram, nesta quinta-feira, acreditar que há "grande probabilidade" de que o suspeito tunisiano procurado por relação com o ataque de segunda-feira a um mercado natalino em Berlim - o maior do país desde 1980 - seja o autor do atentado. "Podemos dizer hoje que o suspeito é muito provavelmente o responsável pelos ataques", disse o ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière.
O suspeito fugiu e está sendo procurado pelas autoridades do país, que emitiram uma ordem europeia de detenção. Ele estaria à solta e armado. Autoridades alemãs confirmaram que as digitais de Anis Amri foram encontradas na porta do veículo. Apartamentos em Berlim e em Dortmund foram revistados. As autoridades também encontraram os documentos do suspeito - que utiliza diversos nomes e cidadanias de Egito e Líbano.
A organização terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado em uma nota divulgada por um de seus canais de propaganda. Não está provado, no entanto, que a milícia teve um papel ativo no ataque. A ação pode ter sido apenas inspirada pelo grupo. O restante da Europa segue em alerta e incrementando a segurança de outros mercados natalinos, como o da França. Há receios de que o Estado Islâmico planeje outros ataques, enquanto perde território no Iraque.
Caso a autoria de Amri seja provada, será um duro golpe à imagem das forças de segurança alemãs e da chanceler Angela Merkel. A chanceler já é bastante criticada por sua política de abrir as portas a refugiados. Cerca de 900 mil deles entraram na Alemanha durante 2015, vindos de países como Síria e Afeganistão. 
O homem já era conhecido da polícia e foi investigado, entre março e setembro, pelos planos de comprar armas automáticas para um ataque. O monitoramento foi encerrado por falta de evidências, o que o teria deixado livre para seus planos. Ele também teria estado em contato com o recrutador Abu Walaa, detido em novembro, conversado com militantes do Estado Islâmico e se oferecido como atacante suicida em um site radical.
Além disso, o jovem tunisiano teve seu pedido de asilo negado e deveria ter sido deportado - não foi, porque não tinha um passaporte válido e porque a Tunísia negava que fosse seu cidadão. Da mesma forma, estava em uma lista de proibição de embarcar em voos para os EUA depois de ter buscado informações on-line sobre como construir bombas, segundo o jornal norte-americano New York Times.
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