Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 23 de dezembro de 2016. Atualizado às 00h06.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Patrimônio

Notícia da edição impressa de 23/12/2016. Alterada em 22/12 às 22h02min

Término das obras no Mercado tem verba garantida

Na reta final de sua gestão, Melo (e) e Fortunati fizeram uma vistoria no local

Na reta final de sua gestão, Melo (e) e Fortunati fizeram uma vistoria no local


JC
Isabella Sander
Em um período de troca de governo, sempre surge uma dúvida: será que a nova gestão dará continuidade às obras em andamento? Pelo menos em relação ao restauro do Mercado Público, atingido por um incêndio em julho de 2013, a resposta é positiva, uma vez que pouco dependerá da prefeitura. A etapa restante caberá à empresa Multiplan, que, através de contrapartida, instalará duas escadas nas laterais do prédio, um elevador e uma caixa d'água subterrânea de 30 mil a 40 mil litros. O projeto dessa etapa já está finalizado.
Localizado no coração de Porto Alegre, o Mercado Público chegou a ficar fechado por 38 dias após o sinistro e, desde então, não reabriu seu segundo andar. Superficialmente, a obra está concluída, mas as escadas e a caixa d'água são necessárias para a obtenção de um Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI). Também é preciso que a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) construa uma nova subestação de energia.
O prefeito José Fortunati, que vistoriou a obra nesta quinta-feira junto com o vice, Sebastião Melo, lembra de 2013 como "um ano maluco". "Começou com um vendaval à meia-noite, que derrubou a estrutura da festa de Ano Novo da Usina do Gasômetro. Depois, tivemos o rompimento do dique na Zona Norte, black blocs e protestos. Mas a coisa mais triste mesmo foi o incêndio no Mercado Público. Quando soube, corri da minha casa até lá", conta. Fortunati recorda que a sensação era de que o prédio inteiro estava sendo consumido. "Essas imagens ficarão para sempre gravadas na minha retina."
Felizmente, o fogo atingiu apenas um dos quadrantes do segundo andar, o que já gerou muitos transtornos. Os permissionários naquele espaço foram realocados no térreo, em um local que antes abrigava eventos e atividades culturais. Somente uma pastelaria e uma parrilla ainda estão fechadas, mas reabrirão quando o restauro for entregue. "Nunca teve churrasco no Mercado Público, e a gauchada reclamava muito disso. Agora, vai ter", ressalta o vice-prefeito.
Até agora, quase R$ 15 milhões foram investidos na obra, sendo R$ 9,5 milhões do governo federal. Para finalizar a reforma, ainda serão necessários cerca de R$ 10 milhões, R$ 5 milhões só para a construção da nova subestação de energia elétrica. Os valores serão aportados pela Multiplan, como contrapartida de um empreendimento que está sendo construído no bairro Cristal. "Espero que, já nos primeiros meses de 2017, estejamos devolvendo para a cidade o funcionamento do Mercado Público na sua inteireza", estima Melo. Antes disso, o vice-prefeito espera que o Ministério Público Estadual já autorize o acesso da população ao segundo andar.
Para o presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Público, Ivan Konig, a estrutura do prédio hoje está bem melhor do que antes do incêndio. "Estamos muito mais preparados para atender a população. A parte que queimou era toda de madeira, que apodrece, e, agora, é de ferro galvanizado, muito mais seguro. Além disso, foram instaladas calhas de aço inox e estrutura de ferro, o que evita goteiras", relata.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia