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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de dezembro de 2016. Atualizado às 23h41.

Jornal do Comércio

Perspectivas 2017

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Comércio Exterior

Notícia da edição impressa de 23/12/2016. Alterada em 22/12 às 13h33min

Exportações devem manter o ritmo verificado em 2016

Atenção do setor exportador gaúcho deve se voltar à Argentina

Atenção do setor exportador gaúcho deve se voltar à Argentina


TECON RIO GRANDE/DIVULGAÇÃO/JC
Roberta Mello
A eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos gerou opiniões controversas entre os especialistas em relações internacionais. No entanto, as principais medidas anunciadas não devem sair do discurso inflamado. O reflexo da política protecionista de Trump sobre a economia brasileira poderá ser imperceptível, principalmente se o País souber tirar proveito desse modelo e mantiver a boa relação com a China e com os vizinhos da América Latina.
O resultado das urnas nos Estados Unidos veio apenas para comprovar a retomada de políticas econômicas mais conservadoras em 2016. Tendência que deve se manter em 2017, indica o pesquisador de Relações Internacionais da FEE, Robson Valdez.
A política isolacionista de Trump busca a valorização do dólar e a alta da taxa de juros. Com isso, a expectativa é que seja gerado um fluxo de divisas aos Estados Unidos e o real pode vir a se desvalorizar ainda mais em relação à principal divisa externa. "Sobre esse aspecto é possível entender a cautela do Banco Central brasileiro para não diminuir a taxa de juros este ano, algo que deve se manter em 2017. É importante inibir o consumo e se proteger de um fortalecimento do dólar", justifica o economista da Universidade Mackenzie, Agostinho Celso Pascalicchio. Paralelamente, os Estados Unidos devem continuar investindo na compra de commodities brasileiras e mantendo uma necessária relação com a China - importante parceiro comercial brasileiro.
As exportações brasileiras no período de janeiro a outubro de 2016 totalizaram US$ 18,9 bilhões e os Estados Unidos foram o principal mercado consumidor. "Pode ser que a recuperação industrial norte-americana estimule o comércio bilateral brasileiro com este país e aumente a participação das exportações para os Estados Unidos", projeta Pascalicchio.
Por outro lado, "com os Estados Unidos voltados para a economia doméstica, a tendência é que a China ocupe esse espaço. Isso pode ser vantajoso para a economia gaúcha em especial, já que o mercado chinês é o principal parceiro gaúcho", destaca Valdez. A previsão é que as exportações gaúchas mantenham o mesmo ritmo verificado em 2016.
A atenção dos setores exportadores gaúchos devem se voltar à Argentina, segundo principal mercado consumidor do Estado, e que vive um processo político semelhante ao do Brasil. "A Argentina passa por uma reestruturação da política econômica parecida com a do Brasil e também demora para ter respostas. Se a economia não deslanchar deve ter influência no Rio Grande do Sul já em 2017", diz o especialista. O alerta é direcionado principalmente aos insumos agrícolas e às indústrias de automóveis e de petroquímicos, produtos que lideram o ranking de exportação.
O PIB do Rio Grande do Sul registrou quedas em oito dos últimos nove trimestres, desde o segundo de 2014. Por outro lado, conforme dados da FEE, a exceção desse movimento são as exportações de bens e serviços, único componente do PIB a apresentar contribuição positiva desde 2015.
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