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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de dezembro de 2016. Atualizado às 00h15.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 21/12/2016. Alterada em 20/12 às 20h32min

Ano termina com preço do leite estabilizado no Estado

Referência estimada para o mês de dezembro é de R$ 0,9407 o litro

Referência estimada para o mês de dezembro é de R$ 0,9407 o litro


MYCHELE DANIAU/AFP PHOTO/JC
Depois de um ano de pico histórico e consequente redução, o preço de referência do leite termina 2016 em estabilidade no Rio Grande do Sul. O valor consolidado de novembro ficou em R$ 0,9457, acima do projetado de R$ 0,9362. Para dezembro, o preço de referência estimado é de R$ 0,9407, apenas 0,53% abaixo do mês anterior.
Segundo o presidente do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite do Estado (Conseleite), Alexandre Guerra, além da sazonalidade normal da safra, os números refletem o momento econômico de contenção das importações. Isso porque, além do aumento dos preços do leite em pó nos últimos leilões no mercado internacional, a questão cambial tornou menos atrativa a importação pelo Brasil, o que garante maior estabilidade de preços no mercado interno. "As indústrias estão trabalhando na ribanceira. Tivemos um ano todo de inflação e estamos vendendo o leite UHT no mesmo preço do ano passado", pontuou Guerra.
A posição é compartilhada por Márcio Langer, assessor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag). "Tivemos alguns meses em 2016 que até achamos que as coisas estavam boas, mas agora estamos pior do que antes", lamenta, alertando para desestímulo no campo em função do aumento dos custos de produção. Entre as metas do Conseleite para 2017, foram alinhados dois pontos principais a serem pleiteados: a garantia de restrições à reidratação de leite em pó importado e políticas de apoio do governo através de compra governamentais.
O vice-presidente do Conseleite, Jorge Rodrigues, disse que muitos produtores estão trabalhando no vermelho em função de endividamento para aquisição de maquinários e insumos. Segundo ele, a previsão é que muitos deixem a atividade nos próximos anos. "Levamos um baque com a importação do Uruguai, mas temos que ter claro que vivemos em um cenário globalizado. Se nosso preço estiver acima, vamos ter novamente esse baque", frisou, lembrando que o que determina preço ao produtor é o mercado.
Os dados tabulados pela Universidade de Passo Fundo (UPF) foram apresentados ontem, em Porto Alegre, em reunião mensal do Conseleite, por Darlan Palharini, secretário executivo do Sindilat. Palharini ainda fez análise dos dados referentes à balança comercial dos lácteos. Em 2016, houve aumento de importações e redução de exportações, principalmente puxada pela menor aquisição de lácteos pela Venezuela. Nos primeiros 11 meses de 2016, os embarques brasileiros de lácteos somaram 51,2 mil toneladas frente a aquisições de 222,1 mil toneladas.
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