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Porto Alegre, quarta-feira, 04 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h20.

Jornal do Comércio

JC Logística

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rodovias

Notícia da edição impressa de 05/01/2017. Alterada em 04/01 às 21h32min

Governo quer concluir a duplicação da ERS-118 em dois anos

Obras da via que deve melhorar a circulação de veículos na Região Metropolitana de Porto Alegre começaram no início da década passada

Obras da via que deve melhorar a circulação de veículos na Região Metropolitana de Porto Alegre começaram no início da década passada


SECRETÁRIA DOS TRANSPORTES/SECRETARIA DOS TRANSPORTES/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Com trabalhos que datam do começo da década passada, a duplicação da ERS-118 é uma das obras que se arrastam e que geram uma incógnita quanto à sua finalização. Porém, segundo o consultor da Secretaria Estadual dos Transportes, Vicente de Britto Pereira, a meta é completar o empreendimento antes do término do atual governo (com a provável exceção da conclusão de um viaduto próximo à área do distrito industrial de Gravataí).
A iniciativa é considerada como fundamental para melhorar o trânsito de veículos no entorno da Região Metropolitana de Porto Alegre, refletindo na mobilidade de municípios como Alvorada, Viamão, Cachoeirinha, Gravataí, Sapucaia do Sul e Esteio.
No total, serão 21,4 quilômetros a serem duplicados na ERS-118, no trecho entre a BR-116 e a BR-290. A ação está dividida em três lotes, sendo que o único contrato em andamento é o firmado com a empresa Sultepa, que compreende o intervalo do km 5 ao km 11. Já os trechos do km 0 ao km 5 e do km 11 ao km 21,4, que eram de responsabilidade, respectivamente, das companhias Conterra e Triunfo, tiveram os acordos rescindidos e os lotes serão relicitados no primeiro semestre do próximo ano.
A duplicação, conforme Pereira, iniciou em 2002, porém não havia um contrato adequado. Não foram definidas obras de arte (como viadutos, por exemplo), vias laterais etc. "Não estava sendo feita uma duplicação, que impõe que você contrate e faça tudo", frisa o consultor, que afirma ainda que a nova licitação contemplará essas questões.
Entre as atividades já realizadas, Pereira destaca a execução, entre os meses de maio e agosto, da conservação e recapeamento em todos os lotes da ERS-118.
Além disso, mais de nove quilômetros contínuos da rodovia foram recuperados, com colocação de 7,7 mil toneladas de CBUQ (concreto betuminoso usinado à quente) e 2,5 mil toneladas de rachão (material agregado britado), foram instalados 370 sinalizadores de tráfego e estão sendo feitas obras em três viadutos.
O consultor da Secretaria dos Transportes não sabe dizer quanto já foi destinado de recursos na rodovia e acrescenta que não há valor definido quanto ao investimento necessário para concluir a duplicação. "É impossível saber quanto foi investido, porque foi aplicado de forma picada", justifica. O que é possível constatar é que, nesses anos, alguns milhões foram desembolsados na obra ainda incompleta. Uma prova disso é uma placa remanescente de contratos antigos que informa sobre a terraplenagem e a pavimentação da ERS-118, no trecho que compreende a BR-116, em Sapucaia do Sul, e a BR-290, em Gravataí.
O aviso destaca que o custo da obra era de R$ 20,3 milhões, com prazo de 18 meses, e a empresa executora era a construtora Triunfo. Certamente, o anunciado não será cumprido no tempo previsto ou pela empresa destacada, porém o governo do Estado enfatiza que a duplicação será finalizada. "Estamos fazendo, pela primeira vez, uma tentativa séria de duplicar esta estrada", reitera Pereira.

Invasão de terrenos atrapalha a realização de trabalhos

Um dos maiores obstáculos a serem superados para a conclusão da duplicação da
ERS-118 é a ocupação de terrenos no entorno da estrada. O vice-presidente de Logística do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), Frank Woodhead, comenta que as pessoas que são retiradas da área, posteriormente, voltam a invadi-la.
O empresário ressalta a importância da ERS-118, principalmente, para a movimentação de mercadorias. Woodhead argumenta que a rodovia é um elo entre as regiões de Gravataí e Cachoeirinha, que têm diversas empresas instaladas, com o restante do Estado. "Aquilo é prioridade, mas, lamentavelmente, é uma incompetência a administração dessa rodovia", critica. O diretor do Setcergs prevê que, no ritmo que estão sendo desenvolvidas as obras, não será possível concluir a duplicação no espaço de dois anos.
O presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Gravataí (Acigra), Régis Albino Marques Gomes, também considera a ERS-118 como fundamental, sendo uma das rodovias mais movimentadas da região. O dirigente recorda que a duplicação é uma luta que se trava há muitos anos e já foi sugerido ao governo do Estado que se fizesse uma parceria com a iniciativa privada para terminar a obra. No entanto, o Executivo preferiu não repassar a responsabilidade e assumir o compromisso de realizar as ações na estrada.
"O que se vê, nos últimos dois meses, muito lentamente, é que o governo está fazendo algum trabalho", informa Gomes. Sobre a projeção do consultor da Secretaria Estadual dos Transportes, Vicente de Britto Pereira, que será possível finalizar em dois anos a duplicação, o dirigente prefere ter cautela. "Já ouvimos tanta promessa, de tantos governos, que temos que ser como São Tomé, ver para crer, mas esse governo prometeu que vai concluir, e estamos tentando acreditar", diz o presidente da Acigra.
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