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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de novembro de 2016. Atualizado às 21h53.

Jornal do Comércio

Política

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Reestruturação do Estado

Notícia da edição impressa de 25/11/2016. Alterada em 24/11 às 21h52min

PTB pode rejeitar projetos de Sartori

'Jamais vou concordar com a pedalada de um ano no 13º', diz Santini

'Jamais vou concordar com a pedalada de um ano no 13º', diz Santini


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Bruna Suptitz
A aprovação de medidas polêmicas, como os ajustes fiscais que alteram o pagamento dos salários e do 13º dos servidores, que compõem o pacote do Governo do Estado enviado esta semana para a Assembleia Legislativa, dependerá de votos que a base governista terá dificuldade em conquistar.
Os deputados do PTB são um caso. Os parlamentares devem se fazer valer da posição de independência adotada neste mandato e estão avaliando os projetos "com base em posicionamentos históricos do partido", conforme afirma o deputado Ronaldo Santini, vice-líder da bancada do PTB na Assembleia.
"A bancada já está debruçada sobre o conjunto de medidas, analisando tecnicamente uma a uma", informa Santini. O parlamentar diz que o partido pretende ouvir todas as entidades que serão atingidas pelas medidas, e que a decisão para a votação será tomada em conjunto.
Sem contar com os cinco votos petebistas, além da perda de apoio do PDT, que já considera desembarque da base do governo antes mesmo da votação em plenário, o respaldo governista à maioria das medidas propostas será reduzido.
De sua posição, Santini adianta que é contrário a medidas como o parcelamento do 13º salário. Conforme o texto enviado pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) para o legislativo, o 13º salário seria pago em dois momentos, sendo 50% até o último dia ano correspondente e a outra metade em novembro do ano seguinte - um atraso de quase 11 meses. Se aprovada a Proposta de Emenda à Constituição que trata do tema, este modelo será adotado até 2020.
"Jamais vou concordar com a pedalada de um ano no 13º", afirma, usando como exemplos os impactos que a medida pode gerar na economia das vendas do natal e nas férias, por exemplo. "Tem pessoas que passam o ano no negativo do cheque e conseguem acertar as contas no banco com o 13º", completa.
Outra crítica do parlamentar diz respeito às prioridades do governo em um momento de crise financeira. Em referência à Lei Orçamentária, cujo parecer foi aprovado nesta quinta-feira pela Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle da Assembleia.
"Tem coisa que não fecha com o diálogo. Como o Governo investe R$15 milhões em publicidade em três anos e agora, no ano que está propondo corte para diminuir (despesas), passa para R$ 29 milhões em publicidade? Me parece que não seja prioridade do governo investir em publicidade na situação que nós estamos", conclui Santini.
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