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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de novembro de 2016. Atualizado às 21h53.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 25/11/2016. Alterada em 24/11 às 21h08min

Aumenta pressão por recontagem de voto em três estados

Candidata do Partido Verde, Jill Stein, arrecada fundos para recontagem

Candidata do Partido Verde, Jill Stein, arrecada fundos para recontagem


WIM MCNAMEE/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/JC
Semanas após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, crescem pressões para que sejam realizadas recontagens de votos em três estados -Michigan, Wisconsin e Pensilvânia - onde o republicano superou a sua rival Hillary Clinton. A democrata mantinha liderança nas pesquisas de intenção de voto nesses estados e foi derrotada por margens estreitas, o que contribuiu decisivamente para o resultado da corrida pela Casa Branca.
A equipe da candidata do Partido Verde, Jill Stein, anunciou nesta quinta-feira ter arrecadado US$ 2,5 milhões (R$ 8,5 milhões) para cobrir os custos da recontagem dos votos em Wisconsin. A sigla pretende levantar outros US$ 2 milhões (R$ 6,8 milhões) para auditar os votos em Michigan e na Pensilvânia.
A sigla argumenta que sistemas eletrônicos de votação utilizados nesses estados podem ter falhas de segurança, tornando-os "altamente vulneráveis" a fraudes e ataques de hackers. Muitas das urnas eletrônicas emitem um comprovante dos votos em papel, permitindo que sejam recontados manualmente.
"Nosso esforço para recontar os votos nesses estados não tem o objetivo de ajudar Hillary Clinton", disse em comunicado a campanha de Jill, que obteve cerca de 1% dos votos no pleito. "Nós merecemos eleições em que possamos confiar." Os prazos para pedir a recontagem nesses estados se encerrarão em alguns dias, e as autoridades eleitorais dizem que ainda não foram oficialmente contatadas para iniciar os trâmites.
Também nesta semana, um grupo de juristas e analistas de dados eleitorais entrou em contato com a equipe de Hillary, recomendando que se peça a recontagem naqueles três estados. Eles identificaram "anomalias estatísticas" que contradizem as pesquisas eleitorais e dizem que a democrata pode ter sido prejudicada pelo sistema de voto eletrônico em algumas localidades.
Os especialistas ressaltam que não há indícios de fraudes ou irregularidades eleitorais e que a explicação mais plausível para as diferenças entre as pesquisas que previam a vitória de Hillary e o resultado das urnas é que as consultas "erraram sistematicamente". Ainda assim, a recontagem dos votos serviria para se ter a garantia de que as eleições foram justas.
A equipe de Hillary não se posicionou publicamente sobre as iniciativas de recontagem dos votos. Caso a ex-secretária de Estado contestasse os resultados eleitorais, poderia ser tachada de má perdedora. Durante a campanha eleitoral, a democrata afirmou que aceitaria o resultado das urnas e rebateu as alegações de Trump de que o pleito seria fraudado. O magnata chegou a afirmar em comício que aceitaria os resultados se fossem "claros" ou se ele fosse o ganhador.
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