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Porto Alegre, sábado, 05 de novembro de 2016. Atualizado às 14h36.

Jornal do Comércio

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Feira do Livro

Alterada em 05/11 às 15h38min

Mudança da área internacional é uma das novidades da Feira do Livro este ano

Espaço para quem busca livros em língua estrangeira foi levado para o saguão do Memorial do RS

Espaço para quem busca livros em língua estrangeira foi levado para o saguão do Memorial do RS


Luis Ventura/Divulgação/JC
Alberi Neto
A Feira do Livro de Porto Alegre passou por várias mudanças para a edição deste ano. A crise econômica encolheu o espaço da feira na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da Capital. Em contrapartida, a duração da feira aumentou, agora são 19 dias, dois a mais do que em edições anteriores. Mas a mudança mais sentida foi o deslocamento da área internacional para o interior do Memorial do Rio Grande do Sul, na Rua 7 de Setembro, em frente à Tenda de Pasárgada.
O livreiro Miguel Gómez, 64, administra a livraria Calle Corrientes desde 1995, e desde 1996 traz parte do acervo para o evento. Para ele, a mudança de localização foi como um retorno ao antigo lar, mas não um retorno tão positivo para as vendas. “Nos primeiros três anos que trabalhei aqui, a área internacional ficava dentro do Memorial, depois que fomos para a praça.” conta Gómez, “Eu prefiro estar lá na rua, aqui dentro ficamos fora da circulação, não é o local ideal.” O dono da única livraria de Porto Alegre dedicada ao castelhano ainda reclama da acessibilidade do local: “Essa escada da entrada principal dificulta um pouco a entrada de pessoas de mais idade, que formam boa parte da nossa clientela”.
Durante essa semana, os livreiros pediram que a organização espalhasse pela praça mais placas indicando a localização das bancas internacionais nesta edição. Além disso, a “rádio poste” informa seguidamente que a área internacional se localiza dentro do memorial”.
Para as aposentadas e apaixonadas por livros Sandra Oliveira, 63, e Célia Bittencourt, 87, a escada do memorial não foi um empecilho para chegar aos livros de língua estrangeira. “Eu leio muito em espanhol, então gosto muito dessa parte da feira, achei maravilhoso mudarem para cá, pois é um espaço muito bonito” comemora Célia. “Dá um destaque, pois é uma área diferente, para mim foi fácil de achar”, explica Sandra. Professor da rede municipal de Porto Alegre, João Augusto Santos frequenta a feira há mais de 20 anos. Para ele, a mudança na localização é positiva, pois influencia as pessoas a entrarem e conheceram um espaço público que merece visitação. “Os alunos que a gente trouxe aqui adoraram”, conta o professor de artes visuais.
O número de expositores também caiu na área internacional, esse ano, cinco estandes dividem o espaço no saguão do Memorial do RS. Segundos estes livreiros, a mudança de local não pode ser a única culpada pela queda nas vendas, devido ao atual cenário econômico do país e até do Estado. Um dos diretores da Livraria Francesa, Vladimir Oliveira, 39, fala com propriedade de quem frequenta feiras em diversos locais: “A retração econômica afeta as vendas, para nós, alcançar o mesmo número do ano passado já será uma vitória”.
Sobre a mudança na localização da área internacional, Oliveira classifica aspectos positivos e negativos. “O bom daqui é o espaço maior, que deixa o cliente mais à vontade para circular. Porém, a falta de corrimão na escadaria prejudica a entrada de algumas pessoas. A iluminação também ficou um pouco escura”, aponta. O livreiro elogiou Porto Alegre por “ter uma das melhores organizações de feira do livro”, e explicou que os expositores “souberam da mudança na localização cerca de dois meses antes do evento”. “O público daqui gosta muito de livros franceses, então sempre nos acham, independente do lugar onde estamos”, finaliza ele em tom bem-humorado.
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