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Porto Alegre, sexta-feira, 25 de novembro de 2016. Atualizado às 15h48.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 25/11/2016. Alterada em 25/11 às 16h53min

Opinião econômica: Presente

O publicitário Nizan Guanaes é dono do grupo de comunicação ABC

O publicitário Nizan Guanaes é dono do grupo de comunicação ABC


/JONATHAN HECKLER/ARQUIVO/JC
Nizan Guanaes
Participei na segunda-feira, dia 21, de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (o Conselhão) como representante da propaganda brasileira - um setor vital no qual cada R$ 1,00 investido gera R$ 10,00 para o conjunto da economia.
A contribuição da propaganda para a construção da sociedade brasileira é imensa. Muitos empresários que estão no Conselhão tiveram seus negócios erguidos com a ajuda indispensável da propaganda na formação de marcas e mercados.
Foi isto o que fui dizer ontem na reunião em Brasília: presente.
Este governo, e qualquer outro governo, atravessa um grande desafio de comunicação.
Churchill governou o Reino Unido num de seus momentos mais duros prometendo sangue, suor e lágrimas - um realismo emocionante e motivador. Moisés guiou os hebreus 40 anos pelo deserto em meio a imensas dificuldades, mas movidos pela fé.
Hoje, para atravessarmos nosso deserto, precisamos tanto de realismo quanto de fé. Não a fé num homem, num partido, numa ideologia, religião, mas a fé unificadora no Brasil, na construção de um país justo e forte com vocação de grandeza.
Precisamos transformar o embate divisor e destrutivo num debate unificador e construtivo. O debate é o bom embate.
Temos situações de emergência e desafios estruturais emergentes. Precisamos cuidar de ambos para darmos salto definitivo de desenvolvimento. Não vamos perder mais essa oportunidade.
O embate sobre a educação já está se transformando em debate sobre a educação, de forma estruturante. O embate sobre o ajuste fiscal também. Cabe ao governo explicar de forma clara, transparente e eficiente o que está sendo proposto e executado, ouvir as contribuições de todos, realizar os ajustes necessários e seguir em frente.
O grande desafio do Brasil e das democracias modernas é fazer com que as pessoas entendam a necessidade e a pertinência de medidas amargas, mas necessárias. Não adianta buscar só popularidade. A popularidade pode ser uma jaula.
Ninguém gosta de coisas amargas. Lembra a cara feia que você fazia quando sua mãe lhe dava xarope ruim? Sua mãe criou você com medidas amargas. Vá tomar banho, sente para estudar, desligue a TV. E, para ser boa mãe, ela precisou ter competência para comunicar essas medidas.
É nisso que a propaganda pública pode ajudar a nossa sociedade, a sociedade americana, a sociedade britânica... Esta é a comunicação do mundo político hoje: ajudar as democracias a sobreviver bem com medidas duras, porque este é um mundo de medidas duras (e necessárias).
A alternativa é um populismo desmedido que fala às pessoas simplesmente o que querem ouvir, mas cujas respostas são erradas e perigosas.
Não sou um político, sou um empresário. E, toda vez que um presidente da República me chamar, estarei presente, pronto para ajudar, porque o meu partido, antes de tudo, é o partido do Brasil.
Precisamos ajudar a empurrar essa Kombi ladeira acima até porque ela está indo na direção correta.
É preciso se comunicar com todos, principalmente com dona Maria, que conhece muito bem a realidade de um orçamento apertado e a necessidade de racionar e planejar gastos.
A população precisa entender que os remédios amargos são necessários. E os investidores precisam entender que o Brasil, remediado, estará pronto para retomar seu desenvolvimento, tendo passado por um aprendizado enorme e chocante sobre o que pode e não pode fazer em vários níveis e áreas.
A comunicação brasileira, como sempre, estará à altura dos desafios.
Publicitário e fundador do Grupo ABC
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