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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de novembro de 2016. Atualizado às 22h03.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 22/11/2016. Alterada em 21/11 às 20h59min

Empresas investem mais em P&D e menos em produtos físicos

Softwares são cada vez mais estratégicos para a transformação digital

Softwares são cada vez mais estratégicos para a transformação digital


AFP/JC
As empresas estão reduzindo os investimentos na criação de novos produtos físicos e aumentando os recursos destinados para a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de softwares e serviços - cujos investimentos globais cresceram 65% desde 2010, passando de US$ 86 bilhões para US$ 142 bilhões.
Os dados fazem parte da 12ª edição do Global Innovation 1000, estudo elaborado pela Strategy&, consultoria da PwC. Por traz dessa realidade estão, especialmente, cinco principais razões: competitividade (57%), aumentar a geração de receitas (54%), manter a expectativa dos clientes (48%), incrementar o lucro (41%) e acessar mercados ainda inexplorados (34%).
"O crescimento no investimento em inovação em software decorre da resposta das empresas à mudança na sociedade, que está cada vez mais digital", aponta o diretor da Strategy&, Eduardo Fusaro. O softwares hoje estão cada vez mais poderosos e sendo usados para conectar produtos, fabricantes e consumidores via Internet das Coisas (IoT). Por isso, tanta preocupação das corporações em apostar em melhorias e novidades nessa área.
Em 2010, 46% dos dispêndios das companhias em P&D eram direcionados para o desenvolvimento de novos produtos físicos. Em 2015, o percentual caiu para 41% e, em 2020, passará para 37%. Já os gastos para a criação de novos softwares e serviços aumentaram de 54% para 59% do orçamento de P&D das empresas entre 2010 e 2015 - e, em 2020, devem chegar a 63%.
Os investimentos em P&D de novos softwares chegarão a 24% do orçamento em pesquisa até o final da década, um crescimento de 43% desde 2010. Os players com maior crescimento de receita investiram 25% a mais no orçamento de P&D para novos softwares do que os que tiveram crescimento mais lento.
O impacto dessa mudança de foco também será sentido no mercado de trabalho, que privilegiava a contratação de engenheiros elétricos e passará a abrir mais espaço para profissionais voltados a área de desenvolvimento de software, como engenheiros de computação, aponta o estudo.
A previsão é que, até 2020, o número de corporações com predomínio de engenheiros elétricos (dentre as especialidades de engenharia, excluindo profissionais de outras áreas) caia 35%. Por outro lado, a proporção de empresas com predomínio de engenheiros de computação subirá de 8% para 16% até 2020.
De acordo com o estudo da Strategy&, as companhias na América do Norte estão fazendo a mudança mais forte para software no total de gastos com P&D, passando de 15% do orçamento da área em 2010 para 24% em 2020. A Ásia continua a ser a região mais centrada em produtos físicos, destinando 44% dos recursos em 2010. A previsão é que caia para 40% em 2020.
Comparando-se por setores, em 2018 o setor de Saúde irá superar Computação e Eletrônica para se tornar a indústria com maior investimento em P&D - US$ 165 bilhões e US$ 159 bilhões, respectivamente. A indústria de Software e Internet (US$129 bilhões) irá ultrapassar o setor Automotivo (US$ 105 bilhões). As analisadas no estudo investiram, em conjunto, US$ 679,8 bilhões, uma variação de 0,04% em relação ao ano passado.
O Global Innovation 1000 também lista as empresas que mais inovaram e as que mais investiram em inovação. O ranking das mais inovadoras é liderado pela Apple, seguido pelo Google (Alphabet Inc.) e pela 3M. A Volkswagen lidera entre as que mais gastam, seguida por Samsung e Amazon.
"O resultado mostra que não basta investir mais para inovar mais. As empresas precisam criar uma estratégia de inovação no qual esses investimentos devam ser inseridos", sugere Fusaro, da Strategy&. Três brasileiras aparecem no ranking das que mais investiram em P&D: a Embraer (562ª posição), a Vale (265ª) e a Petrobras (224ª).
 
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