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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de novembro de 2016. Atualizado às 02h09.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio Exterior

Notícia da edição impressa de 09/11/2016. Alterada em 09/11 às 01h25min

Britânicos querem triplicar volume de negócios com o País em quatro anos

Casagrande citou as possibilidades nas áreas de energia e agropecuária

Casagrande citou as possibilidades nas áreas de energia e agropecuária


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Adriana Lampert
Ocupando posições destacadas nas áreas de produção de ovinos, cordeiros, gado, leite e aves, o Reino Unido pode vir a repassar tecnologia para auxiliar empresas da região Sul do Brasil, principalmente as gaúchas, onde o agronegócio é mais competitivo em nível nacional. Pelo menos essa é a expectativa do governo britânico, que promoveu um roadshow em Porto Alegre na manhã de ontem, com foco na captação de novos distribuidores neste e em outros segmentos da economia. A ação reuniu dezenas de empresários, interessados em novas oportunidades a partir da abertura de mercado que resultará da saída do Reino Unido da União Europeia.
"Queremos contribuir com tecnologia para agregar valor à produção das empresas brasileiras. Neste sentido, vemos muitas oportunidades comerciais bilaterais na cadeia de insumos agropecuários", pontua a cônsul geral britânica e diretora de Comércio e Investimento do Governo Britânico na América Latina, Joanna Crellin. Segundo ela, outra área de possível cooperação é a de segurança alimentar, uma vez que o Reino Unido está buscando soluções para a questão em nível global e o Rio Grande do Sul tem um histórico de sucesso no setor, com um grande parque metalmecânico e indústrias voltadas para a produção de alimentos e bebidas.
"Nos interessa principalmente os mercados de energia, especialmente óleo e gás, saneamento, educação e treinamento, serviços financeiros e equipamentos de segurança", descreve a cônsul. "Mas claro que há muitas outras empresas britânicas interessadas no País, da área de alimentos e agronegócio." A oferta de apoio do governo britânico chamou a atenção da empresária Tatiana Conceição Sangalli, coordenadora de marketing do Moinho Sangalli, de Encantado (RS). "Lançamos no mercado uma farinha de trigo enriquecida com erva-mate, e vemos uma grande possibilidade na exportação deste produto, até porque, além de inovador, tem características funcionais nutritivas", comenta.
Na ótica do sócio-fundador da Silo Verde, Manolo Machado, a interação com representantes do consulado britânico e com demais atores presentes no roadshow foi de "extrema importância para o desenvolvimento das empresas dos dois países". A empresa de armazenagem de commodities e rações para animais se destaca pela produção de silos sustentáveis a partir de garrafas pet. "Os britânicos são muito focados na sustentabilidade e nas reduções de impacto ambiental", comenta Machado, ao afirmar que a empresa tem muito a oferecer neste sentido.
Em 2015, o consulado britânico recebeu mais de 5 mil pedidos de apoio de empresas do Reino Unido interessadas em entrar no mercado brasileiro. A instituição também facilita as exportações do País para o destino europeu. "As relações comerciais do Brasil com o Reino Unido são centenárias e queremos manter essa forte parceria", comenta Joanna. No ano passado, os britânicos exportaram 2,1 bilhões de libras para o País. Já as importações de produtos brasileiros chegaram a 2,4 bilhões de libras.
Na opinião do especialista em missões críticas da Tecnopuc Viamão, Diógenes Casagrande, este é o momento para empresas brasileiras buscarem parcerias com os britânicos, principalmente nas soluções de produtos "com mão dupla". "Na área de pesquisa, com a profusão de startups e parques tecnológicos no Rio Grande do Sul, estas ideias são muito bem vindas, fundamentalmente nas áreas de energia e agropecuária", completa.
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