Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 04 de outubro de 2016. Atualizado às 22h33.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Infância e Adolescência

Notícia da edição impressa de 05/10/2016. Alterada em 04/10 às 22h25min

TJ-RS quer incentivar adoção de crianças mais velhas

Andréa ressalta a importância da flexibilização do perfil do adotado

Andréa ressalta a importância da flexibilização do perfil do adotado


ANTONIO PAZ/JC
O Cadastro Nacional de Adoção (CNA) aponta que existem cerca de 600 crianças e adolescentes aptos a serem adotados no Rio Grande do Sul. Destes, a maioria faz parte de um perfil pouco procurado - são crianças mais velhas, com alguma deficiência ou doença e, com frequência, acompanhadas de irmãos. Enquanto isso, o perfil mais procurado pelos pretendentes ainda é o da criança branca, saudável e de até três anos.
Pensando nisso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) lançará, no dia 16 de outubro, às 16h, a campanha "Deixa o amor te surpreender", com o objetivo de incentivar as adoções de difícil colocação. "Ainda existe um receio de adotar uma criança mais velha, que não foi criada por aquela família. Não se sabe exatamente o que ela sofreu e quais foram os valores que ela recebeu. Por isso, queremos conscientizar os pretendentes à adoção dessa possibilidade de flexibilização, mostrar a eles que existem crianças de outro perfil que também precisam de uma família", explica a juíza Andréa Rezende Russo, da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude do Estado.
Uma vez selecionada pela família - que pode ser composta, inclusive, por apenas um pai ou uma mãe ou por casais homoafetivos -, a criança passa por um período de convivência, em que ocorre uma primeira interação entre os envolvidos. "Quando é um recém-nascido, ele já pode ir para a casa da família logo. Mas quando se trata de um adolescente, a adaptação precisa ser mais gradativa", pondera Andréa.
A intenção da campanha é informar a sociedade a respeito do processo e desmitificar algumas questões. "Sempre falam da longa fila de espera, mas crianças não são mercadorias. Nem sempre temos aquele perfil de criança desejado disponível, mas há tantas outras que estão esperando por alguém e não possuem nenhum interessado", lamenta a juíza. Ela afirma que essa demora se dá justamente pela procura de um tipo específico de criança. "Já há menos resistência quanto à adoção por raça, mas crianças mais velhas e/ou doentes costumam ficar anos em abrigos." 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia