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Porto Alegre, segunda-feira, 31 de outubro de 2016. Atualizado às 16h08.

Jornal do Comércio

Seguros & Previdência 2016

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DICAS

Notícia da edição impressa de 31/10/2016. Alterada em 31/10 às 17h11min

Para que e quando você vai precisar?

Quando migram da fase "pensar no futuro" à etapa do "planejar e executar o futuro" - guardar, em suma -, as pessoas se deparam com a primeira dúvida real: onde e como guardar dinheiro? É ai que geralmente começa uma confusão entre os meios e os objetivos para fazê-lo, o que acaba levando a uma má escolha.
É neste contexto, e ponto de reflexão, que trabalha o economista Leandro Rassier, educador financeiro, palestrante, professor universitário e escritor (têm dois livros sobre o tema). "A primeira coisa que se tem de ter consciência é de que plano de previdência privada não é investimento no sentido de aplicação financeira. São coisas diferentes. O importante é saber que cada um tem vantagens e vantagens, e buscar entender quais são elas. Para isso, é preciso saber qual é o seu objetivo. Muitas pessoas confundem as coisas e tomam decisões financeiras erradas."
São explicações como essa que Rassier também compartilha, no Estúdio de Finanças da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), com mais uma dezena de profissionais. O local oferece apoio especializado na gestão de finanças para consumidores que estão se recuperando de perdas, evitando-as ou se garantindo contra elas. No quadro, veja as dicas de Rassier para quem chegou à fase do "se preparar para o futuro".

Sete pontos para analisar

  1. Primeiramente, é preciso saber que, pela ótica da rentabilidade, a previdência não é necessariamente a melhor opção. Existem alguns custos para aportes nos planos de previdência (taxa de carregamento) que não existem para aplicações financeiras e outros tipos de garantia de futuro, como aquisição de imóveis (que tem riscos inerentes).
  2. O fundamental nos planos de previdência é que você estará fazendo uma reserva importante, que certamente será necessária para você e sua família, e de forma rápida em caso de necessidade imediata, como morte inesperada. E o recurso é destinado a uma pessoa especifica, não precisará passar por inventários ou outras burocracias, sendo pago normalmente em menos de 30 dias.
  3. Também é preciso considerar que a previdência pública, viaInstituto Nacional de Seguro Social (INSS), tem um futuro incerto a médio e longo prazo, com temas delicados sobre idade, alíquotas, tempo de contribuição e outras questões. Na hora de fazer uma simulação, tenha sempre em mente o custo de taxas de administração e a inflação, que influencia diretamente nos ganhos.
  4. Após decidir e reconhecer na previdência privada sua melhor opção, existem basicamente dois caminhos: os Planos Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), que basicamente diferem pelo momento em que você vai pagar o imposto.
  5. De modo geral, a regra é simples: se você declara o Imposto de Renda de maneira simplificada, adote o VGBL. Se a declaração for detalhada, adote o PGBL. Nele, você pagará o imposto no fim e sobre o total, podendo desfrutar do abatimento no imposto anual. O ressarcimento é de até 12% do valor pago. No VGBL, o Imposto de Renda é pago somente sobre o ganho.
  6. O VGBL ainda é preciso ser analisado pela ótica do tempo, pois tem uma tabela de Imposto de Renda que pode abocanhar 35% dos ganhos (se utilizado em menos de dois anos) ou para um patamar bem melhor - de 10%-, ao final de 10 anos. É neste ponto que realmente os planos começam a ficar vantajosos.
  7. Também há uma tabela progressiva, que estimula o poupador que irá precisar de menos recurso e pagará menos imposto. Já a tabela regressiva privilegia o tempo de poupança. Quanto mais demorar para resgatar, menos Imposto de Renda será pago.
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