Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 10 de outubro de 2016. Atualizado às 10h21.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Conjuntura

Alterada em 10/10 às 10h22min

Mercado espera inflação menor em 2016 e 2017 e queda maior do PIB este ano

Após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, na última sexta-feira (7) os economistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para a inflação em 2016 e 2017. O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (10) mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - este ano passou de 7,23% para 7,04%. Há um mês, estava em 7,36%. Já a projeção para o ano que vem foi de 5,07% para 5,06%. Há quatro semanas, apontava 5,12%.
As mudanças ocorreram porque, na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou uma inflação de apenas 0,08% em setembro, abaixo do esperado pelo mercado financeiro (entre 0,10% e 0,23%) e da taxa de agosto (0,44%). Em especial, houve deflação entre os alimentos, de 0,29%, algo que não ocorria desde agosto do ano passado.
No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado na semana anterior, o BC havia atualizado suas projeções para a inflação para os próximos anos, pelo cenário de referência: 7,3% em 2016, 4,4% em 2017 e 3,8% em 2018.
No relatório Focus desta segunda, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para este ano caiu de 7,30% para 7,02%. Para 2017, a projeção passou de 5,50% para 5,13%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,50% e 5,50%.
Já a inflação suavizada 12 meses à frente voltou a ceder, passando de 5,15% para 5,07% de uma semana para outra - há um mês, estava em 5,24%.
Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para outubro passou de 0,40% para 0,39%. Um mês antes, estava em 0,42%. No caso de novembro, a previsão do Focus seguiu em 0,45%. Há quatro semanas, era de 0,47%. No RTI, o BC também apresentou suas estimativas mensais para o IPCA: 0,19% para setembro (acima do efetivamente verificado), 0,40% para outubro e 0,45% para novembro.
O Relatório Focus desta segunda revelou, ainda, que a mediana das expectativas para o IGP-DI de 2016 passou de 7,94% para 7,59% da última semana para esta. Há um mês, estava em 8,03%. Para o ano que vem, a mediana das previsões permaneceu em 5,50%, mesmo porcentual de quatro levantamentos atrás. Os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.
Outro índice, o IGP-M, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, passou de 8,01% para 7,91% nas projeções dos analistas para 2016. Quatro levantamentos antes estava em 8,19%. Para 2017, a previsão seguiu em 5,50% - um mês atrás estava em 5,55%.
A mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2016 caiu esta semana, de 7,07% para 6,76%. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 7,24%. Para 2017, as expectativas para a inflação de São Paulo subiram de 5,12% para 5,32%, ante 5,26% de um mês antes.

Retração do PIB para 2016 passa de 3,14% para 3,15%

O Relatório Focus trouxe alteração marginal para a projeção de atividade no País em 2016. Pelo documento, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passaram de retração de 3,14% para queda de 3,15%. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,18%.
Para 2017, o cenário é mais favorável, com perspectiva de PIB positivo. O mercado continuou prevendo para o País, conforme o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 10, um crescimento de 1,30% no próximo ano, mesmo valor projetado há um mês.
No segundo trimestre de 2016, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro recuou 0,6% ante o primeiro trimestre do ano e teve retração de 3,8% ante o segundo trimestre de 2015. No ano, o PIB acumula baixa de 4,6% e, em 12 meses, recuo de 4,9%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o Banco Central atualizou suas projeções para o PIB. No caso de 2016, foi mantida a expectativa de recuo de 3,3%. Para 2017, a projeção do BC é de alta de 1,3%.
As estimativas para a produção industrial ainda indicam um cenário difícil. A queda prevista para este ano seguiu em 5,96%. Para 2017, a projeção de alta da produção industrial foi de 1,10% para 1,11%. Há um mês, as expectativas para a produção industrial estavam em recuo de 5,93% para 2016 e alta de 1,11% para 2017. Neste ano até agosto, conforme o IBGE, a queda acumulada na produção industrial é de 8,2%.
Já as projeções para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para este ano passaram de 44,90% para 44,80% no Focus, mesmo patamar de um mês atrás. Para 2017, as expectativas no boletim Focus foram de 49,50% para 49,65%, ante projeção apontada um mês atrás de 49,00%.
Os economistas do mercado financeiro passaram a enxergar um crescimento um pouco maior da economia brasileira em 2018, conforme a abertura dos dados do Relatório Focus. A projeção mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 passou de alta de 2,01% para elevação de 2,30%.
Para 2019 e 2020, as previsões para o PIB seguiram em 2,50% de elevação. Nos anos mais próximos, a atividade segue refletindo a crise econômica. A mediana para 2016 indica retração de 3,15% e, para 2017, alta de apenas 1,30%.

 

COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia