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Porto Alegre, segunda-feira, 31 de outubro de 2016. Atualizado às 22h03.

Jornal do Comércio

Colunas

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Fernando Albrecht

Começo de Conversa

Notícia da edição impressa de 31/10/2016. Alterada em 30/10 às 23h29min

Encontro frio

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Os dois candidatos que disputaram o segundo turno à prefeitura de Porto Alegre tiveram um encontro de segundos, ontem, na sede da TV Pampa. "Bom dia" foi o cumprimento entre Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB). A tensão entre os dois seguiu no dia da votação, com declarações duras de parte a parte. Depois do resultado, contudo, os dois se cumprimentaram nas coletivas de imprensa. Melo saudou o prefeito eleito, Marchezan devolveu a cortesia.

Nuvem...

Já dizia o ex-deputado minero Magalhães Pinto, a política é como uma nuvem: olha-se, e ela está de um jeito; olha-se de novo, e ela está de outro. Foi uma mostra do que aconteceu em apenas um dia entre Marchezan e Melo. Resta saber como será a relação entre os dois nos próximos quatro anos.

Tom e Jerry

Ficará na gaveta das incertezas se a estratégia do PMDB de desqualificar Marchezan diminuiu a vantagem deste último. Se tanto fez, ou se foi pior para Melo. Em princípio, e considerando um sem número de campanhas País afora em décadas de eleições, bater forte por si só não vira o jogo. Não raro, o eleitor passa a torcer pelo que mais apanha.

Fadiga de metais

Mais de um assessor do atual vice-prefeito se referiu à essa estratégia como perdido por um, perdido por 10. Ao final, perdeu por 20. De certa forma, a vitória de Marchezan já era provável, porque ele representa o novo, no sentido de derrotar uma administração que ficou 12 anos no poder, quatro a menos que o PT.

Sutil diferença

A audiência nos programas eleitorais - que não é gratuito, o contribuinte paga a conta pela tabela cheia das emissoras - nunca atinge bons percentuais, salvo na largada e na chegada. Então, muitos candidatos de primeira urna afirmam, com base em depoimentos de amigos e conhecidos, que "todo mundo me viu na TV". Nunca se deve confundir "todo mundo me viu" com "todo mundo que viu me falou".

O esquecido Centro

Se era para bater mais forte no candidato situacionista, faltou a Marchezan olhar o Centro Histórico e mostrar o caos em que ele se transformou, com camelôs, ambulantes e feirantes de hortigranjeiros dominando calçadas, meio-fio e até parte do leito. E era o típico assunto que Melo não teria como explicar, bem como a pálida e quase inexistente atuação da Smic.

Está na cara

Existe um outro fator em uma eleição que independe de estratégia. É o "casamento" entre a imagem de um político que, anos a fio, apareceu nos jornais e TVs e sua mudança radical, caso de Sebastião Melo. Ora, o peemedebista sempre foi um gentleman e de repente o mostraram como se um rottweiler fosse. Não casa, é forçar a barra.

O assento tucano

A ex-governadora e suplente na Câmara dos Deputados Yeda Crusius (PSDB) vai sentar na cadeira que é de Marchezan de forma definitiva, até janeiro de 2019. O paradoxo é que ambos não se bicam.

Barba, cabelo e bigode

Já no primeiro turno se dizia que o PSDB foi o grande vencedor das eleições municipais. Isso ficou ainda mais forte após o segundo, especialmente no Rio Grande do Sul. Dos cinco maiores colégios eleitorais, os tucanos ganharam em três: Porto Alegre, com Nelson Marchezan Júnior; Santa Maria, com Jorge Pozzobom; e Pelotas, com Paula Mascarenhas.

O mais jovem

Nelson Marchezan Júnior (PSDB) é o prefeito de Porto Alegre mais jovem da história da redemocratização. Assumirá aos 45 anos. Matéria nesta edição.

Dúvida cruel

Enquanto dava entrevista para uma jornalista na Pucrs, o candidato Nelson Marchezan não foi reconhecido por um rapaz, claramente alcoolizado. Enrolando a língua, o homem, curioso sobre quem seria aquela pessoa que estava sendo filmada, indagava aos berros: quem é você? Foi acalmado por assessores e, provavelmente, sem a dúvida resolvida.

Miúdas

  • AGORA, começa o terceiro turno, o do cafezinho frio, até surgir a faixa "sob nova administração".
  • VÃO longe os tempos em que não se podia vender bebida nem beber em bares no dia do pleito.
  • TAMBÉM vai longe o tempo em que os candidatos achavam que os votos da zona da mata revertiam o quadro.
  • PARADOXO bem brasileiro: aos 16 anos, se pode votar, mas maioridade penal só aos 18.
  • DISCUSSÃO agora em diante será se foi bom ou não foi bom anular o voto.
  • NÃO dá mesmo para ser feliz. Depois da energia elétrica, terça-feira aumenta o gás de cozinha.
  • RIO de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Caxias do Sul, vitória folgada do novo.
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Comentários
nelson 31/10/2016 19h41min
Depois não querem que o jornalismo não esteja e, crise. UM DIA APÓS a eleição, o principal colunista deste jornal nos traz esta magnífica descoberta: "Dos cinco maiores colégios eleitorais, os tucanos ganharam em três: Porto Alegre, com Nelson Marchezan Júnior; Santa Maria, com Jorge Pozzobom; e Pelotas, com Paula Mascarenhas.