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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de julho de 2016. Atualizado às 23h53.

Jornal do Comércio

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Patrimônio histórico

Notícia da edição impressa de 21/07/2016. Alterada em 20/07 às 21h55min

Gaúcho Oriental tem uma nova casa na Redenção

Obra foi presente do Uruguai pelo centenário da Revolução Farroupilha

Obra foi presente do Uruguai pelo centenário da Revolução Farroupilha


FREDY VIEIRA/JC
Isabella Sander
Praticamente caído no esquecimento, o monumento Gaúcho Oriental foi transferido ontem para um lugar mais visível no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Desde sua inauguração, em 1935, a escultura do artista uruguaio Frederico Escalada ficava nas proximidades do viaduto da avenida João Pessoa. Agora, está instalado na área mais nobre do parque - o eixo central, entre o espelho d'água e o Monumento ao Expedicionário. A mudança faz parte de um projeto de revitalização de 32 monumentos e marcos históricos da Redenção em dois anos, promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), pela Associação Riograndense da Construção Civil e pela prefeitura de Porto Alegre.
Confeccionada em tamanho real e fundida em bronze, com aproximadamente sete toneladas, a estátua foi um presente da comunidade uruguaia em homenagem aos 100 anos da Revolução Farroupilha. A obra possui uma réplica em uma praça de Montevidéu, na interseção das avenidas Lucas Obes e Buschental.
O prefeito José Fortunati ressaltou que esse é o único monumento, dos 20 restaurados na etapa deste ano, que foi transferido de lugar. "O Gaúcho Oriental estava em um local praticamente desconhecido, onde só passavam automóveis. A população sequer sabia da sua existência. Por isso, foi trazido para um dos lugares mais nobres do parque, com total visibilidade e segurança, para que seja valorizado de forma adequada", explica. O espaço onde a estátua  se encontra - de frente para o chafariz e o espelho d'água - conta com câmeras de monitoramento e vigília da Guarda Municipal.
Vítima de depredação, o Gaúcho Oriental encontra-se sem os arreios e o relho originais. Os acessórios serão refeitos pelo restaurador Luiz Henrique Mayer. "Estamos buscando imagens como referência para fazer as réplicas o mais próximas possível da realidade, para usar como base", adianta o escultor. As peças serão feitas com resina especial, resina poliéster e pó de bronze, e não em metal, como eram as originais - que, com valor comercial, acabaram sendo furtadas.
Apesar de desanimado com a perspectiva de as peças serem roubadas novamente, Mayer demonstra confiança na mudança de cultura. "Atualmente, os vândalos arrancam as peças, mas não levam, deixam no chão, pois percebem que não têm valor comercial. Então, aos poucos, acredito que vá sendo feita uma reeducação nessa área", observa.
A previsão é terminar, ainda em julho, a revitalização dos monumentos desta etapa. A prefeitura já estuda, junto ao Sinduscon-RS, a ampliação do projeto para outras praças e parques da cidade. "Ainda não foi definido o próximo local a ser contemplado, mas estamos negociando com a entidade para que outros espaços com monumentos históricos importantes sejam revitalizados", garante Fortunati.
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