Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 07 de julho de 2016. Atualizado às 22h06.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Jaime Cimenti

Livros

Notícia da edição impressa de 08/07/2016. Alterada em 07/07 às 21h06min

Vinhedos gaúchos: méritos e inspirações


DIVULGAÇÃO/JC
Paisagens do vinhedo rio-grandense (Instituto Dal Pizzol, 288 páginas), de Rinaldo Dal Pizzol e Luis Vicente Elias Pastor, com organização de Doris Couto, é dessas obras gigantes que nascem clássicas, fruto de paixão, trabalho e competência. Além, claro, de apoio do Ministério da Cultura, da Lei de Incentivo à Cultura (Sistema LIC-RS) , patrocínio master do Bradesco e patrocínios das empresas Italinea, Florense, Toniolo, Busnello e Concresul.
Em edição encadernada, formato 21cmx27, em papel couchê, com centenas de fotos em cores, ilustrações e gráficos, a obra tem apresentação da professora Ivanira Falcade, prefácio da professora Mirian Sartori Rodrigues e prólogo do pesquisador Jorge Tonietto.
Nas páginas iniciais, os autores falam da importância do estudo da paisagem do vinhedo rio-grandense, tratando de seus aspectos históricos, culturais, econômicos e turísticos. A videira e o vinho são abordados a seguir. Logo após algumas palavras sobre metodologia, os autores tratam de localização geográfica e origens do vinhedo. Variedades de videiras e do vinhedo, formação vertical e formação horizontal são os tópicos seguintes, sempre acompanhados de fotos em cores ou em preto e branco.
Parreirais na América e vinhedo na Serra Gaúcha são os temas seguintes, seguidos da arquitetura do vinhedo e seus entornos. Paisagem e legislação e recursos hídricos são tratados nas páginas seguintes. O futuro da paisagem do vinhedo, as paisagens singulares do vinhedo rio-grandense de trinta localidades e um texto de conclusão encerram o volume, que ainda apresenta farta bibliografia e referências fotográficas.
Na introdução, está escrito: "o alcance desta obra não deve se contentar em distribuir méritos. O grande objetivo será estimular e suscitar reflexões que possam oferecer diagnósticos corretos e bem fundamentados e, a partir deles, venham propor prognósticos, propostas e soluções para a paisagem cultural do vinhedo. Partindo dessa perspectiva, a obra deve ser vista não apenas como recompensa para o povo trabalhador de tão bela Região, mas, acima de tudo, enquanto reconhecimento de identidades que se fundem com a construção das Paisagens Culturais do Vinhedo Rio-Grandense."
É isso. Ler esse livro e contemplar as fotos será um prazer para os leitores parecido com a degustação de um bom vinho. O ideal é ler a obra lá na Serra, tomando um vinho, acompanhado de um queijinho, de um salaminho e outras companhias. Salute!

Lançamentos

  • Antidepressão - A revolucionária terapia do bem-estar (Cienbook, 552 páginas, tradução de Maria Luisa de Abreu Lima Paz), do famoso professor e médico David D.Burns, vendeu mais de 4 milhões de exemplares. Mostra técnicas cientificamente comprovadas para ajudar as pessoas a livrarem-se da depressão, um mal muito comum.
  • Rimbaud - Uma temporada no inferno - edição bilíngue, seguido de Correspondência (Cartas familiares, correspondência com Verlaine, Agonia em Marselha, Cartas da África), do genial Arthur Rimbaud (L&PM Editores, 320 páginas), mostra lances biográficos do autor e seu relacionamento tumultuado com Verlaine.
  • Marina Colasanti - Melhores crônicas (Global Editora, 288 páginas), com seleção e prefácio de Marisa Lajolo, apresenta dezenas de crônicas da consagrada escritora, autora de mais de 50 livros. Os textos falam de homem, mulher, vida e outras relevâncias, grandes e pequenas, do cotidiano.

Novas faces dos ingleses

Com a recente decisão da maioria dos britânicos de sair da União Europeia e com a perspectiva de plebiscito na Escócia para saber se a população pretende separar-se do Reino Unido, os ingleses mais uma vez ficaram no centro do noticiário mundial. Ainda não sabemos exatamente as consequências da decisão da Grã-Bretanha, mas os reflexos já estão aí, mundo afora.
Os ingleses (Editora Contexto, 416 páginas, R$ 69,90) dos consagrados professores, escritores e pesquisadores Peter Burke e Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, obra histórico-cultural lançada há poucos dias, vem em muito boa hora, para apresentar novas faces deste povo que desde a invasão Normanda de 1066 até a vitória do Partido Conservador em 2015 e os recentes acontecimentos envolvendo o Mercado Comum Europeu sempre esteve presente na história mundial.
Os Lords e os hooligans; gentlemen e gente do povo; chá da tarde formal e pubs nem tanto; família real e tabloides escandalosos; táxis e ônibus de dois andares trafegando pela esquerda; Beatles, Rolling Stones; futebol, Big Ben e tantos outros ícones britânicos são conhecidos no mundo todo. Mas não basta conhecê-los para saber com mais profundidade quem são os habitantes da "terra da rainha".
Os autores têm longa experiência em magistério e pesquisas em terras inglesas. Peter, inglês, já publicou 26 livros, traduzidos em 31 línguas, a maior parte sobre história da Europa, e Maria Lúcia, brasileira, foi professora da USP, há anos é Research Associate do Centre of Latin American Studies da Universidade de Cambridge e é autora de várias obras sobre Gilberto Freyre.
Com a Carta Magna de 1215, os ingleses estabeleceram as bases da democracia moderna e mais tarde transformaram o mundo com a Revolução Industrial. Londres, todavia, tem oito milhões de árvores, o que faz dela a maior "floresta urbana do planeta". A jardinagem, aliás, é uma obsessão nacional.
A primeira parte do livro é dedicada a saber quem são os ingleses, estereótipos, mudanças, "anglicidade", "inglesidade", valores britânicos, ufanismo, anglofilia e outros temas. Regiões do Reino Unido, classes, cultura e papel das mulheres estão no segundo capítulo. No terceiro estão as instituições nacionais, o establishment, os clubes, a mudança e a continuidade.
Na quarta parte, modo de vida e valores, comidas, bebidas, vestuário, moradia, jardins, parques e cultura imaterial são tratados. No quinto capítulo figuram exclusivamente as artes, o teatro, a BBC e as tradições. Na sexta parte a presença do passado é estudada, desde a conquista normanda até os dias atuais, passando pelas duas guerras mundiais, Reforma Inglesa, Trafalgar e Waterloo. No epílogo, sétima parte, especial para nós, os autores tratam de ingleses no Brasil, de relações culturais, anglófilos brasileiros, Brasil na Inglaterra, afinidades e pergunta: Deus é brasileiro ou inglês?

A propósito...

Mostrando novas faces e facetas dos ingleses, os autores nos convidam a deixar de lado estereótipos e visões superficiais para uma compreensão mais apurada do que são realmente os ingleses e como é sua rica e longa história. Inglaterra, um país único, com tradições fortíssimas, mas, ao mesmo tempo, aberto a novidades, inclusive a correntes de imigração. Como todos os humanos, os ingleses têm suas manias, qualidades, defeitos, grandezas e mesquinharias. Este livro tem o mérito de apresentá-los com amplitude e dar ao leitor oportunidade imperdível de tentar conhecer um pouco mais desses discretos ingleses.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia