Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 17h14.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

MOBILIDADE URBANA

Notícia da edição impressa de 10/06/2016. Alterada em 27/12 às 18h18min

Bloqueio de via impede circulação de moradores

Passagem para área de propriedade da Infraero foi bloqueada

Passagem para área de propriedade da Infraero foi bloqueada


ANTONIO PAZ/JC
Jessica Gustafson
Desde o dia 22 de maio, a avenida Dique, localizada na Zona Norte da Capital, está bloqueada para o trânsito de veículos em decorrência da construção do prolongamento da avenida Severo Dullius. Mais recentemente, a passagem de pedestres também foi interditada com a colocação de um muro e um monte de terra. De propriedade da Infraero, a área fará parte da extensão da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho.
Desde que os bloqueios foram feitos, as famílias da Vila Dique vêm enfrentando problemas para se deslocar em direção à avenida Sertório. Até a escola mais próxima, o trajeto era feito rapidamente de bicicleta. Agora, os estudantes precisa pegar dois ônibus, e muitos estão deixando de ir por não ter dinheiro para a passagem.
A filha de 10 anos de Elaine dos Santos Sauressig está há uma semana sem ir ao colégio, pois a família não tem como pagar a tarifa de dois ônibus. "Estou com medo que ela perca o ano com essa situação. Eu mesma estou há dois dias sem ir para o trabalho, porque preciso ficar com a menina em casa. Fecharam a gente aqui. Se alguém tem algum problema de saúde, morre em casa, pois vai levar muito tempo para sair", afirma Elaine. Ela conta que pensou até em vender a casa em que vive há 15 anos devido ao transtorno.
A presidente da Associação dos Moradores da Vila Dique, Sheila Mota, relata que os estudantes que estão frequentando a escola precisam acordar às 5h para conseguir chegar a tempo. "Alguns realmente não estão indo. Daqui a pouco, as famílias perdem o Bolsa Família, e o Conselho Tutelar vem aqui. O que podemos fazer se trancaram a única via de acesso?", questiona. A presidente explica ainda que boa parte das pessoas que moram na localidade vive da reciclagem. Os que têm carroça estão se deslocando pela BR-116. "Não pode circular por ali com carroça, mas é a única alternativa. A prefeitura faz uma lei e nos coloca em uma situação em que precisamos desrespeitar essa lei. As pessoas querem trabalhar, e os estudantes ir para a escola, só que não estão conseguindo", completa.
De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a avenida Dique não será mais aberta. A interligação entre essas regiões da cidade será restabelecida com o novo trecho da Severo Dullius, após a conclusão dos trabalhos, prevista para dezembro deste ano.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia