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Porto Alegre, segunda-feira, 16 de maio de 2016. Atualizado às 22h43.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Notícia da edição impressa de 17/05/2016. Alterada em 16/05 às 20h52min

Crise cresce com estado de exceção

Forças de oposição têm tentado forçar Nicolás Maduro a renunciar

Forças de oposição têm tentado forçar Maduro a renunciar


JUAN BARRETO/AFP/JC
Manifestantes a favor e contra o governo da Venezuela foram às ruas depois que o presidente Nicolás Maduro declarou o país em estado de exceção e emergência neste fim de semana, em meio a profunda crise do país sul-americano. O governo culpou as severas secas pelas quedas de energia em toda a Venezuela, o que levou a uma redução das importações e, consequentemente, a uma escassez de oferta ainda maior. Em seu último movimento, Maduro ordenou demonstrações militares em caso de uma invasão estrangeira e ameaçou confiscar fábricas fechadas.
Cerca de 70% dos venezuelanos dizem que Maduro, sucessor escolhido pelo ex-presidente Hugo Chávez, deve deixar o poder, mas seu vice-presidente, Aristóbulo Istúriz, negou que ele teria que enfrentar um referendo. Forças de oposição têm tentado forçar Maduro a renunciar, com pouco de sorte, até agora, embora eles digam que coletaram assinaturas suficientes para iniciar o processo de referendo que pode anular o mandato de Maduro.
A oposição entregou ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) mais de 1,8 milhão de assinaturas, o que está sendo implicitamente usado pelo órgão eleitoral como justificativa para a extensão do prazo para auditar as firmas. O CNE afirmou que se pronunciará em 2 de junho. Pela lei, o órgão deveria encerrar a verificação em 10 dias.
No entanto, parece difícil de acreditar que as coisas podem continuar como estão. A queda do preço do petróleo tem penalizado severamente a economia do país caiu 5,7% em 2015 e está previsto para cair ainda mais neste ano, apesar de uma recente recuperação. Com a inflação em cerca de 180%, o poder de compra dos venezuelanos foi dizimado, e muitos têm que esperar em longas filas para conseguir alimentos e medicamentos básicos, que, muitas vezes, estão em falta.
 
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