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Porto Alegre, terça-feira, 10 de maio de 2016. Atualizado às 23h12.

Jornal do Comércio

Geral

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Saúde

Notícia da edição impressa de 11/05/2016. Alterada em 10/05 às 21h05min

Casa de apoio acolherá pacientes e parentes

Ao lado de Maria Helena e José Ivo Sartori, Lucchese (2º da esq. para dir.) inaugurou espaço que terá 60 vagas

Ao lado de Maria Helena e José Ivo Sartori, Lucchese (2º da esq. para dir.) inaugurou espaço que terá 60 vagas


FREDY VIEIRA/JC
Isabella Sander
A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre inaugurou ontem o primeiro espaço da instituição destinado a acolhimento de pacientes e familiares do Interior e de outros estados do Brasil. O evento teve a participação do governador José Ivo Sartori. O foco da Casa de Apoio Madre Ana será receber pessoas com baixo poder aquisitivo. Historicamente, parentes de pacientes internados ou os próprios pacientes, quando recebiam alta, mas precisavam manter o tratamento no hospital, dormiam em marquises pelo Centro da Capital por não ter abrigo onde ficar. O local atenderá de 30 a 60 pessoas.
O presidente do Conselho Provedor da Casa de Apoio Santa Ana, Fernando Lucchese, reconhece que o espaço é uma necessidade antiga. "Sofremos muito nos últimos anos, vendo familiares e pacientes tratados na Santa Casa por problemas cardíacos e câncer, principalmente, tendo enormes dificuldades para se manter em Porto Alegre. Vimos mães e crianças chegando aqui, vindos do Norte do País, até sem agasalho para o inverno. Aí, começávamos a Campanha do Agasalho já no aeroporto", relata.
Em junho do ano passado, a instituição começou a buscar uma saída para pôr em prática a Casa de Apoio. A solução se deu quando as Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã resolveram doar um prédio, localizado na rua Vigário José Inácio, no Centro da Capital, para a Santa Casa, com esse fim. Antes, o espaço servia como abrigo a pensionistas que vinham a Porto Alegre. Durante três meses, o imóvel foi adaptado e recebeu pequenas melhorias.
Os pacientes serão selecionados pelo Serviço Social da Santa Casa, a partir de critérios como morar fora da Capital e fazer parte de grupos de vulnerabilidade social. Por enquanto, a casa atenderá somente pacientes e familiares de tratados no hospital. Futuramente, se houver condições, o serviço poderá ser ampliado para o acolhimento de outras pessoas. A ideia é acolher todo e qualquer paciente ou familiar da Santa Casa necessitado, sem distinção entre idade ou gênero.
Para Lucchese, as 60 vagas (30 abertas agora e mais 30 nos próximos meses) podem não ser suficientes para a demanda. "Temos uma demanda reprimida, pois, antigamente, os políticos tinham suas casas de passagem, mas, nos períodos eleitorais, eram obrigados a fechar. Então, acabaram sendo fechadas permanentemente, e os pacientes se dispersaram. Precisamos recriar esse sistema", observa. Em abril, o governo do Estado abriu uma casa com 20 leitos, coordenada pela Secretaria Estadual do Trabalho e do Desenvolvimento Social, também para hospedar acompanhantes de pacientes em tratamento médico em Porto Alegre.
A Casa de Apoio terá atendimento gratuito, com quatro refeições servidas por dia. A manutenção custará R$ 80 mil por mês. O sustento está sendo provido por um grupo de voluntários, que lançaram carnês de R$ 60,00 cada, para contribuição espontânea.
"Já temos mais de 1,1 mil carnês adotados. Calculamos que, com 1,5 mil carnês, quitaremos o custeio mensal do serviço", estima Lucchese. Interessados em adquirir o carnê podem solicitar seu envio através do e-mail casadeapoio@santacasa.tche.br. Doações diretas também podem ser feitas na tesouraria da Santa Casa, em horário comercial, de segunda a sexta-feira.
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