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Porto Alegre, terça-feira, 10 de maio de 2016. Atualizado às 23h10.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio Exterior

Notícia da edição impressa de 11/05/2016. Alterada em 10/05 às 22h22min

Acordo UE-Mercosul pode sair até junho de 2017

Comércio cresceria US$ 28 bi, diz Cravinho

Comércio cresceria US$ 28 bilhões, diz Cravinho


ALOISIO MAURÍCIO/FOTOARENA/FOLHAPRESS/JC
O fechamento do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) deverá ocorrer até o final do primeiro semestre de 2017, "se tudo correr bem", prevê o chefe da Delegação da UE no Brasil, embaixador João Gomes Cravinho. Para hoje está prevista a troca de ofertas entre os dois blocos e o início das discussões sobre os detalhes do acordo.
Segundo ele, o acordo está em situação de "dilema" e tenta encontrar um equilíbrio entre o bom e o ótimo. "A UE vê que terá que ser menos ambiciosa. Mas as circunstâncias de hoje são bem melhores que as mais críticas anteriores. Se quisermos chegar a um entendimento, teremos que engolir alguns sapos", disse.
As discussões entre o Mercosul e a União Europeia para firmar um acordo comercial vêm desde 1999. De acordo com Cravinho, em 2004, quando quase foi firmado o negócio entre os blocos, a União Europeia insistiu demais na questão da transparência, principalmente para ampliar as compras públicas entre as regiões. "Quem sabe se tivéssemos assinado o acordo naquela época com essas condições poderíamos ter ajudado a evitar o petrolão", brincou. "Mas a circunstância de hoje é de não desistir. Vamos ainda insistir na transparência, mas o momento é outro, mais maduro", ressaltou.
Segundo Cravinho, da Europa serão oferecidos produtos industriais e serviços e do Mercosul se destacarão itens agrícolas. "Sei que não vai ser fácil para esses setores no Brasil e na Europa. Mas isso faz parte dos processos negociais. É preciso saber responder e tranquilizar devidamente, mas há boas razões para se fechar esse acordo", disse.
O embaixador avaliou que o acordo não será unânime entre os países de cada bloco, mas não causará muito desconforto. "Pelo entendimento que há, estou bastante confortável, e na sequência da troca de ofertas, já temos uma agenda de reuniões marcadas para discuti-las. Sabemos que não ficaremos totalmente satisfeitos. Não vai ser fácil, vai ter força política, mas também delicadeza e sensibilidade", disse. Ele comparou o acordo com o Mercosul ao sucesso obtido com negociações fechadas pela UE com o México e o Chile e que quer negociar pactos parecidos com Austrália e Índia.
O chefe da Delegação da UE no Brasil citou que nunca houve manifestação do governo brasileiro em fazer acordo com o bloco europeu em separado. "Eu só ouço um acordo de Brasil e UE em São Paulo. Em Brasília, eu não ouço isso", disse. "Se falharmos agora nesse acordo, talvez isso abra portas para acordos em separados com países membros do bloco sul-americano, mas não quero especular sobre isso. Nunca, nas negociações, os países-membros do Mercosul se posicionaram claramente se queriam algo em separado", informou.
Para o Brasil, conforme Cravinho, o acordo entre os blocos permitirá uma inserção mais fácil do País na cadeia de valor global. "Nossas propostas no acordo estão alinhadas com o Plano Nacional de Exportação brasileiro. Queremos aumentar os investimentos estrangeiros diretos da Europa no Brasil, com a facilitação de aportes no acordo com o Mercosul", frisou, citando estudos que apontam que o acordo entre os blocos permitirá um aumento da corrente de comércio Brasil-UE em US$ 28 bilhões e avanço de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
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