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Patrimônio histórico Notícia da edição impressa de 06/04/2016. Alterada em 05/04 às 22h19min

Redenção terá mais 20 esculturas restauradas

GIOVANNA K. FOLCHINI/JC
Entre as esculturas que receberão intervenção, está o Gaúcho Oriental

Isabella Sander

Até o final de junho, o Parque da Redenção, em Porto Alegre, deve estar com todos os seus monumentos restaurados. Em 2014, um lote de 12 esculturas foi revitalizado. Agora, as 20 restantes receberão intervenções.
A obra será financiada pelo projeto Construção Cultural, do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), através de recursos de empresas associadas e da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) do governo do Estado. O investimento será de R$ 500 mil.
A restauração dos monumentos deve ser iniciada nesta semana. Entre as esculturas que receberão intervenção está o Gaúcho Oriental. "Essa é uma peça que precisa de mais valorização, pois hoje encontra-se em um local, em frente ao viaduto da avenida João Pessoa, onde é muito suscetível a depredações. Esse monumento será transladado para o eixo central da Redenção, pois possui uma importância escultórica significativa, como o Laçador", explica Luiz Custódio, coordenador da Memória Cultural da prefeitura.
Outras esculturas a serem revitalizadas são os bustos de Santos Dumont, Almirante Tamandaré e Duque de Caxias. Os projetos já foram estudados e serão submetidos à Secretaria Municipal da Cultura (SMC) para homologação final. Do ponto de vista técnico, foram mantidos os mesmos padrões utilizados na restauração das 12 primeiras peças. Foi feita a análise, o diagnóstico e uma proposta individual para cada um dos monumentos, repondo peças faltantes em resina.
"Na maior parte dos elementos, faremos a limpeza, a recuperação das informações, das formas, quando não existem mais, na medida do possível, dentro da documentação existente, que costuma ser bidimensional", relata Custódio. Não há matrizes e formas tridimensionais em nenhum dos elementos a ser restaurado, o que dificulta a réplica das peças.
O autor do projeto, Zalmir Chwartzmann, ressalta que a parceria do Sinduscon-RS com a prefeitura iniciou em 2013, quando a entidade ofereceu ajuda para recuperar os monumentos. "Quando lançamos a proposta às nossas empresas associadas, rapidamente os custos para a obra foram cobertos. Isso mostra a importância das esculturas para a cidade. Percebemos que é um projeto que precisa ser mantido", destaca.
A reposição das peças, desde a primeira etapa feitas de resina, e não de bronze, resolveu a questão dos furtos - os bustos restaurados em 2014 não foram furtados. Entretanto, alguns monumentos sofreram depredações. "Já tivemos que limpar o Monumento ao Expedicionário quatro vezes desde então, sendo uma delas uma semana depois da entrega da obra. O Monumento em Homenagem aos Mortos em Combate ao Comunismo teve sua placa quebrada com marretas", cita o presidente do Sinduscon-RS, Ricardo Sessegolo.
Para o prefeito José Fortunati, um dos grandes desafios do gestor público é lidar com o espaço público. "O filósofo Jürgen Habermas falou muito sobre espaços públicos em sua obra. Ele dizia que trata-se de um espaço para todos, de um lado com regras para uso democrático e, de outro, com a necessidade de uso consciente desse espaço. É difícil de repassar esse conceito para os cidadãos, às vezes eles usam muito, às vezes se retraem, e o poder público não dá conta dessa flutuação", observa.
Na opinião de Fortunati, é necessário que a população e as empresas assumam uma postura de pertencimento aos espaços públicos, seja através de iniciativas privadas, como a do Sinduscon-RS, ou de utilização adequada dos locais.
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