Equipe do Kilombu, app que apoia o afroempreendedorismo no Brasil Equipe do Kilombu, app que apoia o afroempreendedorismo no Brasil Foto: DIVULGAÇÃO/JC

Soluções que auxiliam empreendedores negros

Foram lançadas, recentemente, duas iniciativas que auxiliam os afroempreendedores: a loja virtual Kumasi e o aplicativo Kilombu.
A Kumasi reúne produtos de empreendedores negros de Salvador, e tem a parceria do Desabafo Social, da Universidade de Salvador (Unifacs), do Coletivo Afrobapho, do Instituto Mídia Étnica, do Afrozilians, da Produção Cultural Tombo, do Kilombu e dos fotógrafos Edgar Azevedo, Dudu Assunção e Gisele Lopes.
Os empreendedores contam com suporte logístico, de comunicação e marketing para potencializar suas vendas. Além de uma loja, a Kumasi é uma marca que busca valorizar a história e cultura afro-brasileira em suas estampas, exaltando a linguagem urbana. A iniciativa foi criada por Monique Evelle, 21 anos, Lucas Santana, 23, e Neuza Nascimento, 46.
Todos as empresas que anunciam no site são imediatamente acompanhados pela incubadora da Universidade de Salvador. Além de consultoria e suporte técnico, os empreendedores contam com serviço fotográfico para seus produtos.
Já o Kilombu é um aplicativo que visa reunir anúncios de negócios e serviços de empreendedoras e empreendedores negros.
Foi desenvolvido no Rio de Janeiro por Vítor Del Rey, 31, Kizzy Tera, 23, e Hallison Paz, 24. E, além da venda de produtos, oferece serviços.
O Kilombu divulga ofertas de todo o Brasil e presta suporte para as empresas do Rio. O apoio vai desde a germinação na Faculdade de Administração da Fundação Getulio Vargas ao suporte jurídico da Faculdade de Direito.
Há, inclusive, serviço de testagem de produto para melhorar a qualidade do que é oferecido.
Os dois projetos são inspirados pela realidade do empreendedor negro, observada no dia a dia e comprovada em dados. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, apesar de 50% dos empreendedores serem negros, apenas 9% destes são empregadores, enquanto 78% dos brancos se colocam neste patamar. 
Tanto a Kumasi quanto o Kilombu nasceram para ajudar os afroempreendedores a se desenvolver. "Estamos fugindo da gestão empresarial e voltando para a gestão social. Nós queremos emancipar o empreendedor, que ele se torne independente e não precise mais de nós", explica Del Rey, do Kilombu.
Monique também tem sua motivação relacionada às mudanças que deseja para a sociedade e sua comunidade. "Mesmo sendo a maioria, nossos empreendedores são costureiras e manicures de baixo faturamento. Enquanto isso, a minoria branca fica com a maior parcela de faturamento e empresas de grande porte. Queremos provar que preto e dinheiro não são palavras rivais", sentencia.
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