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Indústria Notícia da edição impressa de 16/03/2016. Alterada em 15/03 às 22h47min

Setor moveleiro mira o mercado externo

RICARDO CHICARELLI/DIVULGAÇÃO/JC
Carraro tem 25% do faturamento originado na exportação, diz Francio

Marina Schmidt, de Bento Gonçalves

A baixa do consumo no Brasil e a desvalorização do real frente ao dólar está estimulando o setor moveleiro a buscar cada vez mais o mercado exportador. Na Serra gaúcha, os expositores que participam nesta semana da Movelsul demonstram que o olhar, atualmente, tem que ser para o mercado internacional, tanto para aproveitar o preço favorável da moeda norte-americana quanto para fugir da recessão brasileira (ou não ficar amarrado a ela).
"Vejo que a expectativa para muitas empresas é a exportação", avalia o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Volnei Benini. "Nossos associados têm que se preparar para o mercado externo", defende como saída para manutenção da capacidade produtiva da indústria e dos empregos.
A mudança no patamar do dólar é vista como positiva para o setor, mas com ressalvas. Uma elevação muito grande da moeda estrangeira pode ter um efeito negativo já que boa parte do maquinário e até matérias-primas, no caso de algumas empresas, são importados. Para o diretor comercial da Linea Brasil, Sidney Nakama, há outro fator em que há implicação negativa da alta excessiva do dólar: o efeito sobre os mercados para os quais a marca comercializa.
Segundo os investidores do segmento moveleiro, uma margem positiva é a do dólar na casa dos R$ 3,50. Os apontamentos são de que o mínimo favorável ao setor é de R$ 3,00, mas que chegando a R$ 4,00 ainda se obtém bons resultados na conversão.
Exportadora para mais de 35 países, com novos mercados a vista, a Línea fechou 2015 com faturamento de R$ 120 milhões - alta de 3% em relação ao ano anterior. Nakama pondera que a base de comparação é alta, já que os produtos da marca estão diretamente vinculados às vendas de televisores. O carro-chefe do grupo são os painéis em que são instalados os equipamentos. Em 2014, como efeito da Copa do Mundo, a empresa cresceu 22%.
Com projeção de ampliar o crescimento neste ano, o dirigente sinaliza que vai rever a meta do grupo para 2016, já que os bons negócios fechados durante a feira estão demonstrando que a margem será superada.
A Carraro Móveis também está otimista com a visitação na feira e com as expectativas para a exportação. A marca vende para mais de 20 países. De acordo com o presidente da empresa, Rogério Francio, 25% do faturamento vem das exportações.
O Grupo Herval também participa da feira observando a oportunidade de ampliar a presença no mercado internacional. O momento favorável do dólar está alimentando a expectativa de que o grupo volte a ter uma presença forte nas exportações. Na década de 1990, 20% do faturamento do grupo vinha da exportação de móveis, conta o diretor de marketing, Paulo Pacheco.
"Aqui na feira estamos recebendo muitas visitas de importadores, principalmente da América Latina", comenta. "Amanhã, receberemos a visita de um grupo da América do Norte", acrescenta. O diretor de Marketing da Herval reforça que o mercado interno continua sendo foco de investimentos do grupo, mesmo no atual cenário. O que fortalece as operações da empresa é a diversificação de produtos e linhas que atendem diversos perfis consumidores.
A Movelsul acontece até sexta-feira no Parque de Eventos, em Bento Gonçalves.
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