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Segurança pública Notícia da edição impressa de 12/02/2016. Alterada em 11/02 às 22h24min

Combate ao tráfico será prioridade no Estado

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Wendt afirma que motivação dos policiais será uma das prioridades

Jessica Gustafson

Após anunciar, na quarta-feira, mudanças no comando da área da segurança pública no Rio Grande do Sul, o secretário estadual, Wantuir Jacini, explicou ontem, em coletiva de imprensa, os motivos que levaram à substituição de Guilherme Wondracek como chefe da Polícia Civil. Ele comandava o órgão desde 2014. Quem assume o cargo é o delegado Emerson Wendt, ex-diretor do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). De acordo com Jacini, a escolha se deu exatamente pela experiência no combate ao tráfico de drogas, que passa a ser a prioridade da pasta. A substituição foi acordada com o governador José Ivo Sartori.
"Wondracek fez um trabalho de excelência e, por isso, continuou no cargo com a troca de governo. Agora, a ênfase precisa ser no tráfico de drogas e nos crimes conexos. Por isso a escolha", alegou o secretário. Jacini admitiu a necessidade de contratação de novos policiais, principalmente para a Brigada Militar, mas não deu previsão de quando isso será feito devido aos problemas orçamentários que o Estado vem enfrentando. Ele destacou que a lei proíbe a contratação de temporários quando existem pessoas aprovadas em concurso e que precisam ser nomeadas. Cerca de 2 mil brigadianos aguardam ser chamados.
"Temos dados de que, na última década, os homicídios subiram 70% no Estado e que 85% dos crimes contra a vida e patrimônio se concentram em apenas 19 cidades. Para reduzir os números, é preciso planejamento estratégico. Entretanto, existem fatores exógenos à área de segurança, como a legislação que tem ser mais forte. Precisamos revisar a flacidez de algumas leis. Estamos agendando uma reunião com o Tribunal de Justiça para discutir esta questão", ressaltou Jacini, respondendo sobre o "prende e solta" de criminosos.
O novo chefe da Polícia Civil disse que o primeiro passo a ser tomado é a organização da equipe. Posteriormente, serão traçadas metas sobre o combate ao narcotráfico e crimes relacionados. "Assumi o cargo conhecendo as condições da área, a estrutura e o efetivo que existe hoje. A motivação dos policiais, que temem um novo parcelamento de salário, precisa ser trabalhada. Não vou conseguir acabar com toda a criminalidade, mas vamos motivar os policiais neste sentido", disse.
A Secretaria da Segurança Pública também confirmou a nomeação do novo subcomandante-geral da Brigada Militar, que será o coronel Andreis Silvio Dal'Lago. Ele substitui Paulo Moacir Stocker dos Santos, que se aposentou.

Atribuir problemas ao Judiciário é desviar o foco, diz Ajuris


Declarações feitas nesta semana por integrantes da Polícia Civil sobre a crise na segurança do Estado causaram atrito com o Judiciário. A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) considerou que as falas tiveram o objetivo de desviar o foco das suas responsabilidades e atribuir ao Judiciário a causa dos problemas.
O presidente da Ajuris, Gilberto Schäfer, ressaltou que a distribuição das competências públicas impõe a compreensão de toda a sociedade e dos agentes de segurança de que cabe ao Judiciário observar o devido processo legal e o contraditório, agindo apenas a partir do caso concreto. "Esperamos que o Executivo assuma o seu papel. Sabemos que a situação é complexa, mas esperamos uma mudança de postura", criticou.
Schäfer afirmou que o Executivo precisa "urgentemente" resolver os problemas que assolam o sistema prisional superlotado e que geram "efeitos nefastos" para a sociedade. "Desde 2006, decisões judiciais que determinam a transferência de apenados para o regime semiaberto e aberto vêm sendo desatendidas sistematicamente, situação que se agrava a cada ano. Temos 2.500 presos que deveriam estar cumprindo pena em estabelecimento adequado, mas estão em liberdade, sem a vigilância compatível com o seu regime de cumprimento da pena, pois não há tornozeleiras disponíveis", ressaltou.
A presidente da Associação dos Delegados de Polícia, Nadine Farias Anflor, também se posicionou sobre o assunto. Para ela, não existia motivos para a saída do delegado Guilherme Wondracek. De acordo com Nadine, os desafios do novo chefe de polícia, Emerson Wendt, serão os mesmos, como falta de investimento, principalmente no que diz respeito a recursos humanos.
"O Wondracek fez um grande trabalho, não víamos motivo para sua saída. Achamos que o Wendt é um bom nome, mas terá os mesmos desafios, com falta de estrutura e investimentos, a menos que a mudança já venha com um respaldo maior do governo. Sem recurso, ele não vai fazer milagre", afirmou a delegada.
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