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TRABALHO Notícia da edição impressa de 12/02/2016. Alterada em 11/02 às 22h08min

Mais de cinco mil pessoas disputam vagas na Capital

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Moradores da Região Metropolitana participaram de entrevistas com representantes de várias empresas

Patrícia Comunelo

Mais de cinco mil pessoas entraram na fila para disputar cerca de duas mil vagas de emprego nessa quinta-feira em Porto Alegre. Os desempregados foram atraídos por um mutirão organizado pela agência do Sistema Nacional de Emprego (Sine), localizada na avenida Mauá, no Centro Histórico da Capital. Os candidatos começaram a chegar ao local por volta de 1h. A fila se manteve até a tarde. A coordenação do serviço, ligado à Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego, distribuiu senhas e garantiu que todas as pessoas fossem cadastradas.
Nem o sol forte afugentou os interessados. Sombrinhas e guarda-chuvas ajudaram a aliviar a alta temperatura. "Vim tentar algo, nunca trabalhei fora, mas quero trabalhar, só não sei em qual área", disse Jussara Dutra, que reside em Gravataí e chegou às 10h à fila da esperança de quem está desempregado. "Mas sei cuidar de uma boa de uma casa", divulgou Jussara, mantendo o bom humor e acompanha pela filha Vanessa, também na disputa. A mãe de Vanessa contou que decidiu brigar por uma vaga por necessidade. Seu marido, que é autônomo e faz bicos, não tem conseguido muito trabalho. A filha busca há um mês e meio por emprego.
A longa e lenta fila se estendeu por mais de dois quarteirões, dando voltas pelas calçadas e ruas na quadra da sede do Sine e na vizinha, onde fica o edifício-sede da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). Para não deixar ninguém sem cadastro, a titular da pasta do Trabalho, Luiza Neves, adotou entrevistas coletivas entre candidatos com os representantes das 10 empresas que entraram no mutirão, entre elas Zaffari, PCD'S - Integrare, THB, Mundial, GTO, Movera, Tumelero e Contax. Eram 3 mil senhas, e foram acrescidas mais 2 mil. "As pessoas cobraram comprovante de que estavam na fila. Quem não foi atendido tem prioridade nesta sexta", assegurou Luiza.
A atração de pessoas de fora da Capital não é incomum. "Atendemos muita gente com cartinha de recomendação de outros Sines da Região Metropolitana", atestou a administradora da rede do Sine municipal, Veridiana da Costa. Não só da RMPA. Gaspar Luciano Lima Maier, 21 anos, é de São Paulo e procura há quatro meses por uma vaga na cidade. Ele se transferiu para Porto Alegre no começo de 2015. "Mas está difícil conseguir vaga, em São Paulo estava trabalhando", desabafa o jovem. Maier trocou a capital paulista pela gaúcha em má hora.
A RMPA fechou 2015 com a maior elevação da taxa de desemprego em 22 anos. O índice da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) ficou em 8,7%, alta de 47,5% frente à taxa de 2014 (5,9%). O Dieese apurou que foram 303,5 mil demissões, ao lado de 284,5 mil demissões na Capital, segundo o cadastro geral do Ministério do Trabalho. A conta fechou no vermelho em 19 mil postos, quase 10 mil somente no comércio.
Outra dificuldade é conseguir ser escolhido em meio a um mar de candidatos. Veridiana avalia que as empresas também aumentaram a exigência sobre os pretendentes em 2015. Os números do Sine municipal dão uma pista. Foram 116 mil atendimentos em 2014, 11,9 mil vagas e 3,8 mil contratados. No ano passado, os atendimentos subiram a 117,8 mil; as vagas, a 13,7 mil; e os colocados, a 2 mil. "Faltou qualificação, experiência e conhecimento dos candidatos", lamentou a administradora.
Na largada de 2016, o serviço público de intermediação reforça a escalada de pessoas em busca de trabalho. Em janeiro do ano passado, 8.271 pessoas foram atendidas, número que saltou a 12.148 no mês passado. O problema é que a oferta de oportunidades oscilou muito pouco - 1.077 postos em janeiro de 2015, e 1.116 no mesmo mês deste ano. O aproveitamento indica melhora - foram 243 contratados há 12 meses, e 546 em janeiro passado. 
Confira o vídeo mostrando a fila dos desempregados
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