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Fórum Social Temático Notícia da edição impressa de 22/01/2016. Alterada em 21/01 às 21h36min

Acampamento é espaço de convivência e debate

JOÃO MATTOS/JC
Soares vê oportunidade de diálogo com outros movimentos

Carolina Hickmann, especial para o JC

As pautas dos movimentos sociais que compõe o Fórum Social Temático (FST), que comemora os 15 anos do Fórum Social Mundial (FSM) em Porto Alegre, se juntam no Acampamento da Juventude, no parque Harmonia. Mais do que um local para descanso, ali está a oportunidade de grupos de temáticas diversas notarem a afinidade entre as suas pautas. Fala recorrente no fórum é a afirmação de que a luta contra capitalismo, racismo e sexismo e demais pautas não podem ser dissociadas. Os acampados utilizam os intervalos entre as mesas de convergências e atividades autogestionadas para articular essa união entre as diversas nacionalidades. Mais de 1.000 pessoas estão acampadas, segundo a organização. Kuáwá Apurinã, mulher indígena residente no Acre, acredita que a união da esquerda é necessária para que se alcance resultados mais concretos e não se retroceda nos direitos já conquistados, dada a atual conjuntura. "Estamos correndo o risco de perdermos todos os direitos que conquistamos, das mulheres, dos indígenas, tudo isso está sendo massacrado." Ela está na Capital para tratar da resistência dos povos tradicionais ao Projeto de Emenda Constitucional (PEC) nº 215. O projeto retira a atribuição do Executivo federal na demarcação de terras indígenas e dá o poder ao Legislativo, e foi trazido à pauta em 2015 pela bancada ruralista. "Querem passar a atribuição para esse Congresso conservador, racista, machista, homofóbico", criticou.
As consequências da aprovação desta PEC, de acordo com Kuáwá, são graves. "Se isso acontecer, se tirarem mais esse direito nosso, os indígenas serão exterminados. Não serão massacrados, nós deixaremos de existir", expõe, mostrando indignação com a passividade de outros movimentos com o tema. "Estive no 1º fórum, não tinha a corrida que tenho hoje, o que dá para sentir é que a gente conversa, mas a situação de 15 anos atrás para o hoje só se agrava." Kuáwá também mostra-se insatisfeita com a falta de tomada de posições do Fórum e acredita que é dever do movimento mostrar ao mundo que os povos tradicionais não estão de acordo com a proposição.
A mesma cobrança vem do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR). Apesar da resolução de não tomar partido para que o evento não excluísse ninguém, é forte a cobrança para que isso aconteça. Deyvid Soares, do MNPR-RS, acredita que a oportunidade de diálogo com outros setores do movimento social enriquece sua luta, mas vê na falta de concretude uma oportunidade deixada de lado. Em seu segundo fórum, destaca o fato de conviver com as diferenças. "Estamos criando vivências. As pessoas conversam, trocam ideias."
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