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editorial Notícia da edição impressa de 22/01/2016. Alterada em 21/01 às 20h24min

Mais respeito e menos contravenções no cotidiano

O momento atual do Brasil é, no mínimo, histórico do ponto de vista político. A corrupção, entranhada na estrutura social do País, ganha as manchetes dos jornais com as prisões de figurões da política e da economia. Roubalheira de bilhões, prejuízo que contribui para piorar a imagem e a economia. Ficamos chocados e indignados quando descobrimos cada um dos desvios, roubos e trapaças que surgem todo dia.
Entretanto, parece que nossa indignação vale apenas para o outro - quanto a nós, as pequenas trapaças do cotidiano ocorrem com a desculpa de que o jeitinho brasileiro é a saída para aliviar a tensão de nossas vidas e nos permitir, pouco a pouco, sobreviver em uma sociedade cada vez mais individualista.
Quem nunca recorreu a subterfúgios rápidos ou aparentemente inocentes para abreviar uma ida à farmácia ou na fila do caixa eletrônico? São situações assim que contribuem para acirrar os já exasperados ânimos em uma sociedade em que as pessoas têm seus comportamentos testados cada vez mais e que resultam, como temos vistos em noticiários, em situações que terminam na polícia.
Afinal de contas, que mal há em parar o carro por cinco minutos em uma vaga destinada a deficientes? "É rapidinho", afirma-se, como se o pouco tempo isentasse a situação de configurar uma infração social. O mesmo vale para estacionar em local proibido por alguns instantes ou formar a famigerada fila dupla, que tanto atrapalha o fluxo de trânsito em nossas cidades. A desculpa está lá: "buscar as crianças no colégio ou deixar minha esposa na consulta médica".
Multiplicam-se casos semelhantes em que a cultura da pequena corrupção social, na mente do civilizado e escolarizado gaúcho (dizem), é permitida. No supermercado, qual o problema em guardar lugar em mais de uma fila enquanto nosso irmão ou esposa está com um carrinho cheio, lá do outro lado, esperando sua vez? Estamos com pressa - como sempre -, mas quem disse que o rapaz atrás de nós, com metade do nosso volume de compras, também não está? É justo enfiar um carrinho gigante, do nada, à frente dele, quando chega a nossa vez? Não é, mas quem disse que a sociedade é justa? Azar o dele.
Nos últimos dois anos é evidente o recrudescimento da impaciência social frente a situações corriqueiras do mundo globalizado. Não temos paciência no trânsito, não admitimos que alguém com mais idade seja atendido primeiro, ficamos bufando quando termina o papel do caixa do supermercado bem na nossa vez e temos vontade de gritar quando passa à nossa frente uma moça com criança de colo.
É lamentável ter que concluir, o mundo é assim, embora não devesse ser. A crise, o desemprego, a falta de dinheiro, nada é desculpa para recorrer - de novo, repetindo o mesmo termo - a medidas aparentemente inocentes que facilitam sua vida. O seu direito termina onde começa o direito do outro. Tenha paciência, espere. Aliás, é ela, a paciência, que será cada vez mais exigida de todos nós. Prepare-se, respire fundo - aumentarão as filas nos guichês do mercado e ficaremos mais tempo na estrada engarrafada rumo à praia.
Nos gabamos de viver em um mundo civilizado, com mais direitos e inclusão social. Este é o preço: menos tempo para nós, infelizmente, e mais tempo para realizar tarefas, porque viver em coletividade exige, de cada um, abrir mão de pequenas coisas. O mundo não funciona como, egoisticamente, desejam nossas personalidades. Tenha paciência. Não aceite que lhe passem para trás, mas também não pare em local proibido, mesmo que por pouco tempo. A atitude correta de cada um contribui, utopicamente, para menos estresse diário. E assim viveremos.
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