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Reino Unido Notícia da edição impressa de 22/01/2016. Alterada em 21/01 às 20h38min

Putin teria ordenado morte de espião

NATALIA KOLESNIKOVA/AFP/JC
Ex-agente, Litvinenko tornou-se um crítico dos serviços de segurança

O governo da Rússia reagiu, nesta quinta-feira, ao relatório divulgado no Reino Unido, segundo o qual o presidente russo, Vladimir Putin, provavelmente aprovou a morte do ex-espião Alexander Litvinenko em Londres em 2006. Moscou negou envolvimento na morte e uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zhakarova, disse que o governo russo não considera nem objetivas nem imparciais as conclusões do magistrado aposentado britânico Robert Owen.
"Nós lamentamos que um caso puramente criminal tenha sido politizado e ofuscado a atmosfera geral das relações bilaterais", afirmou Zhakarova em comunicado. Ela disse que a decisão do Reino Unido de realizar uma investigação pública teve motivação política e declarou que o processo de investigação em si não foi transparente.
Litvinenko, um ex-agente do FSB (sucessor da KGB), fugiu para o Reino Unido em 2000 e tornou-se um crítico dos serviços de segurança russos comandados por Putin. Ele havia acusado o presidente de ter vínculos com o crime organizado.
A viúva do ex-espião, Marina Litvinenko, disse que estava muito feliz com o fato de que o que o marido falou no leito de morte tenha sido "provado por um tribunal inglês". Também pediu ações mais duras, entre elas que o primeiro-ministro David Cameron expulse agentes russos do setor de inteligência, imponha sanções econômicas e proíba que Putin e outras autoridades viajem para o país. O advogado de Marina, Ben Emmerson, qualificou o caso como "um miniato de terrorismo nuclear nas ruas de Londres".
A secretária de Interior britânica, Theresa May, argumentou que o envolvimento do Estado russo foi uma violação da lei internacional e "de um comportamento civilizado", mas não uma surpresa. Ela anunciou o congelamento de ativos dos suspeitos Andrei Lugovoi, ex-guarda-costas da KGB, e Dmitry Kovtun, ex-integrante do Exército soviético. A Rússia se recusa a extraditar os dois suspeitos.
Lugovoi é atualmente membro do Parlamento russo, o que significa que não pode ser processado em seu país. Hoje, ele qualificou a investigação como um "espetáculo".
O magistrado britânico ressaltou não haver dúvidas de que Litvinenko foi envenenado por Lugovoi e Kovtun no bar do hotel Millennium, em Londres, em 1 de novembro de 2006. Ele morreu seis semanas depois, de uma síndrome aguda causada pela radiação.
 
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