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Carnaval Notícia da edição impressa de 22/01/2016. Alterada em 21/01 às 21h35min

Cidade Baixa dá início aos eventos de rua no sábado

PAULO SOARES/DIVULGAÇÃO/JC/JC
Em 2015, 300 mil pessoas participaram das festas de rua na Capital

Suzy Scarton

A folia carnavalesca vai começar. Neste sábado, os blocos Panela do Samba e Do Jeito que Tá Vai fazem a primeira festa na Cidade Baixa, bairro boêmio da Capital. Neste ano, serão oito datas de Carnaval de rua - seis dias na Cidade Baixa e dois na orla do Guaíba. No ano passado, foram 14. O horário limite para a permanência dos blocos é até as 21h, para que a dispersão das pessoas ocorra até as 22h. Para sábado, esperam-se cerca de 10 mil pessoas.
Nem todos os moradores da Cidade Baixa estão contentes com a proximidade do Carnaval. Embora tenha havido redução de dias, a pedido deles e da Brigada Militar (BM), a Associação de Moradores da Cidade Baixa lamenta a decisão, uma vez que o Ministério Público havia recomendado que fossem realizadas somente cinco festas no bairro. "Troquei e-mails com o próprio prefeito (José Fortunati) e ele garantiu que cumpriria o que havia sido acordado com o MP", conta o representante da associação, Hermógenes de Oliveira Júnior. Ele teme que, com tantas datas, a segurança e o sossego dos moradores sejam prejudicados.
Os moradores terão de lidar com o barulho oriundo da festa, mas, no que tange à segurança, o comandante da 2ª Companhia do 9º Batalhão de Polícia Militar, capitão Fernando Rodrigues Maciel, garante que a BM está preparada.
"Tínhamos receio quanto a essa data do dia 23, porque outros eventos estão acontecendo na cidade, mas utilizaremos um aporte de horas extras para garantir o efetivo necessário", relata Maciel.
No ano passado, cerca de 40 brigadianos atuaram em cada uma das datas, e a previsão é de que esse número se mantenha. "Como os blocos bloqueiam as quadras, conseguimos fazer um policiamento restrito entre 16h e 22h. O que demora é a dispersão, mas mantemos o efetivo até mais tarde para evitar possíveis ocorrências de crimes", explica o comandante As duas produtoras que organizam a festa, a Opinião e a Austral, também contrataram seguranças particulares.
Oliveira questiona ainda o posicionamento do secretário municipal da Juventude, Diego Buralde, que participou da decisão. "O MP determinou que o secretário não autorizasse ou apoiasse a apresentação dos blocos em número superior a cinco dias", lembra o representante da associação. Buralde, no entanto, reitera que não existe uma legislação que restrinja as manifestações culturais. "O MP esboçou uma recomendação. Não era uma ordem. Sabemos que não agradaríamos a todos, mas assim como há moradores que odeiam o Carnaval, tem outros que respeitam a redução que fizemos e que não se incomodam", comenta o secretário.
Buralde afirma que a decisão foi tomada de maneira estudada, avaliando opiniões da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), BM e associações de moradores. "Chegamos a uma média. De 11 dias na Cidade Baixa, passamos para seis. Acreditamos que se trata de uma subtração razoável."
Os blocos ocuparão as ruas do bairro nos dias 23 e 30 de janeiro, 6, 9 e 21 de fevereiro e 12 de março. No dia 9, será realizado o Carnaval infantil. Nos dias 27 e 28 de fevereiro, a festa será na orla do Guaíba. No ano passado, cerca de 300 mil pessoas participaram dos 14 dias de folia. 

Blocos prometem festa 'maravilhosa' nas ruas do bairro mais boêmio de Porto Alegre


Em contraste à apreensão dos moradores está a certeza dos responsáveis pelos blocos de rua de que a festa será "maravilhosa". O porta-voz da Liga das Entidades Burlescas de Carnaval, Waldemar Moura Lima, o Pernambuco, conta que, inicialmente, os blocos pediram nove dias na Cidade Baixa. Para agradar a todos os envolvidos, decidiram limitar a festa a seis dias.
"Assim, permitimos que todos os blocos participem, dois por dia, e mantivemos a festa das crianças. Estamos fazendo um esforço máximo para minimizar qualquer choque com os moradores. Tem que ter confraternização, alegria, paz, não briga ou descontentamento", afirma Pernambuco.
A presidente da Associação dos Amigos da Cidade Baixa, Roberta Rosito Correa, conta que muitos moradores inclusive pediam que o Carnaval fosse mantido no local. "Diziam que não queriam descaracterizar a festa. Também não queríamos perder a festa infantil", lembra. Então, a opção que agradava ao maior número de pessoas era a de estender um dia a mais além do número recomendado pelo MP.
"Os blocos colaboraram bastante. Pedimos que a dispersão ocorresse em lugares diferentes, como a Rua da República, as praças Garibaldi e Santa Isabel e o largo Zumbi dos Palmares. Isso já faz diferença para os moradores", comenta Roberta.
Além disso, os blocos se comprometeram a utilizar os trajetos sugeridos, que incluem o bloqueio das ruas José do Patrocínio, João Alfredo e Lima e Silva. Para Roberta, em uma mesa de negociação, é preciso flexibilidade. "Vejo um grande avanço, mas é claro que, se dependesse de algumas pessoas, não teria nenhum dia de festa, então, sempre vai ter alguém descontente."
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