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Trânsito Notícia da edição impressa de 08/01/2016. Alterada em 07/01 às 22h07min

Porto Alegre tem menor número de mortes em 18 anos

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Em ação simbólica, para cada vida salva, foi solto um balão branco

Isabella Sander

Um balanço divulgado nesta quinta-feira pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) mostrou uma redução histórica no número de vítimas fatais em acidentes de trânsito na Capital. Segundo o levantamento, essa é a primeira vez, desde a criação do órgão, em 1998, que Porto Alegre finaliza o ano com um registro de mortes de menos de três dígitos. Em 2015, 98 pessoas foram a óbito no trânsito da cidade, 30% menos do que em 2014, quando o número foi de 141 mortos. Durante a apresentação do balanço, em ação simbólica, para cada uma das 43 vidas que não se foram, um balão branco foi jogado para o céu.
O levantamento apresentou, ainda, diminuição de 17% em feridos (6.972 em 2015 contra 8.403 em 2014), de 41% de vítimas fatais com motocicletas (37 contra 63), de 26% de vítimas fatais por atropelamentos (41 contra 56) e de 50% de vítimas fatais com bicicletas (três a seis). Por outro lado, a taxa de acidentes subiu 11% (20.866 a 18.744).
Entre as medidas adotadas está o investimento de R$ 1,5 milhão em projetos de sinalização viária, a implantação de 700 projetos voltados para segurança e sinalização e a realização de mais de mil ações de fiscalização e educação para o trânsito. "Estão sendo tomadas medidas concretas, como o projeto Zona 30, no qual não se permite a circulação de veículos acima de 30km/h em locais com grande afluência de pedestres. Isso ajuda a salvar vidas", cita o prefeito José Fortunati.
A educação para o trânsito é considerada fundamental para o aumento da segurança. "Se tivermos a consciência do motorista, do pedestre e o poder público seguir fazendo sua parte, poderemos reduzir ainda mais o número de vidas ceifadas e de pessoas que ficam pelo resto da vida com problemas de saúde em função dos acidentes", ressalta o prefeito.
Conforme o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, é através de equipamentos físicos de controle de velocidade, como lombadas e pardais, que a empresa consegue praticamente 100% de obediência pelos condutores de veículos. "Vamos otimizá-los fortemente. Temos uma equipe qualificada de engenheiros e arquitetos analisando essas condições de tráfego e implementaremos, junto à Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), uma série de controles de velocidade, através de elementos físicos", adianta.
Desde 2012, uma metodologia foi criada pela EPTC, na qual uma equipe multidisciplinar analisa todos os acidentes com lesão corporal ou óbito. "A partir dessa análise, eles identificam a provável causa do acidente, e isso desencadeia uma série de ações, tanto de educação quanto de engenharia e fiscalização, inclusive realizadas por órgãos externos à EPTC", informa.
Cappellari salienta que todo o acidente é gerado por uma infração. "Ou o pedestre atravessou em local inadequado, ou o motorista furou o sinal vermelho, ou estava andando com excesso de velocidade, ou ingeriu bebida alcoólica. É uma questão complexa, pois lidamos com o comportamento e o comportamento inadequado precisa ser combatido", pondera.

EPTC quer chegar a 50 quilômetros de ciclovias até o final de 2016


O presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, revela que há uma ambição em relação à construção de ciclovias. "Temos a meta de chegar aos 50 quilômetros ao final de 2016. É uma meta ambiciosa, teremos que nos esforçar muito para conseguir, mas trabalharemos para que o ciclista também seja cada vez mais priorizado e possa utilizar a bicicleta como meio de transporte", garante. Hoje, Porto Alegre tem 35,8 quilômetros de ciclovias já implantadas.
O prefeito José Fortunati se mostra mais reticente. "Estamos tentando acelerar o plano cicloviário, mas o grande problema é a crise financeira que estamos atravessando. Há prefeituras e estados sem conseguir pagar salários. Eu não posso projetar 2016 sem olhar para as finanças públicas", destaca.
De acordo com o prefeito, se a Capital receber mais recursos do governo federal e do estadual, bem como aumentar sua arrecadação, poderá retomar as obras. "Caso contrário, seremos cautelosos, para podermos, ao menos, preservar com qualidade o que já estamos fazendo nas áreas da saúde, da educação, da assistência social e do trânsito", destaca.

Ônibus da nova frota terão cores do Inter na Zona Sul e do Grêmio na Norte


A EPTC aproveitou a realização da licitação do sistema de transporte público da Capital para mudar a identidade visual dos ônibus. Os veículos que circularem na Zona Sul terão inteiramente a cor vermelha, como referência à proximidade do estádio Beira-Rio, do Internacional. Já os da Zona Norte serão pintados de azul, devido à localização da Arena do Grêmio. Os carros da Zona Leste terão a cor verde, e os transversais, da empresa Carris, amarela/ocre.
"Queremos requalificar a questão visual do transporte coletivo, para que as cores também sirvam de informação ao usuário. Hoje, não temos essa informação. Então, quando o usuário identificar uma cor, saberá que atende bacias diferenciadas", observa Cappellari.
Fortunati estima para fevereiro o início da circulação dos novos ônibus. "Estivemos ontem (quarta-feira) em Caxias do Sul visitando uma das empresas, a Marcopolo, que fabricará o maior número de ônibus, e recebemos o compromisso de entrega para o mês que vem. Então, é possível que já em fevereiro a gente consiga colocá-los na rua", pontua. Serão 293 novos ônibus, fabricados por três empresas diferentes.
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