Porto Alegre, segunda-feira, 14 de dezembro de 2015. Atualizado às 18h12.
Dia Nacional do Ministério Público.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
24°C
27°C
18°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,8860 3,8880 0,41%
Turismo/SP 3,7000 4,1200 1,72%
Paralelo/SP 3,7000 4,1200 1,72%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE  |   ATENDIMENTO ONLINE
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

MÚSICA Notícia da edição impressa de 15/12/2015. Alterada em 14/12 às 18h27min

As coincidências e convicções de Ian Ramil e Ava Rocha

THIAGO PICCOLI/DIVULGAÇÃO/JC
Ian Ramil divulga Derivacivilização

Ricardo Gruner

O gaúcho Ian Ramil e a carioca Ava Rocha cumprem uma agenda de shows pelo Rio Grande do Sul nesta semana, mas não são só os mesmos palcos que eles compartilham. Algumas coincidências fazem suas trajetórias dialogar: os dois lançaram o segundo álbum de suas carreiras neste ano (Derivacivilização e Ava Patrya Yndia Yracema, respectivamente) e ambos venceram o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte na categoria Revelação (ele, em 2014; ela, em 2015, quando também figurou na lista de melhores álbuns do New York Times). Por acaso, também são filhos de nomes consagrados - Vitor Ramil e Glauber Rocha - e acreditam em música transgressora em melodia e lirismo.
Em Porto Alegre, o espetáculo duplo pode ser visto na quinta-feira, no Theatro São Pedro (Mal. Deodoro, s/nº), às 20h. A apresentação tem ingressos por valores entre R$ 20,00 e R$ 80,00 - na bilheteria do local ou pelo site www.compreingressos.com. Como parte da turnê, ainda constam apresentações em Pelotas (na quarta-feira, no João Gilberto) e Novo Hamburgo (sexta-feira, no Pubis).
O Jornal do Comércio convidou os artistas a enviarem perguntas um ao outro. Confira o resultado a seguir:
Ava Rocha - Ian, quais são os aspectos (musicais, políticos, estéticos etc.) que você considera relevantes dentro no novo contexto da música brasileira?
Ian Ramil - Relevante para mim é o que foge do lugar-comum. Me interesso por quem busca rompimento, por quem busca caminhos próprios sem ficar se preocupando em agradar seja quem for. Gosto do estranho, do arriscado. Só não digo que todo o resto é irrelevante porque a predominância esmagadora da "fast moosic" no cenário é muito nociva para ser irrelevante.
Ava Rocha - Qual a relação dessa produção musical com a realidade do Brasil? Isso é importante?
Ian Ramil - Ao mesmo tempo que vejo um movimento dominante que se põe totalmente alheio à realidade, enxergo também um grupo pequeno (mas crescente) com vontade de se desconfortar e transgredir sem a necessidade de ficar simplesmente afagando o público, artistas que se relacionam de alma com o mundo (seja interno ou externo) e não ficam se dedicando a fazer produtos de fácil aceitação. Glutamato monossódico até vai de vez em quando, mas sempre não dá, a gente precisa do sabor real das coisas.
Ian Ramil - Ava, por que tu fazes música?
Ava Rocha - Faço música porque há mistérios, entre os quais a inspiração, a intuição e o devir, que me habitam e, dessa maneira, misteriosamente, e porque possuo o dom da voz, me entrego no que acredito ser a essência da minha existência: ser canal, ponte e desembocadura, tanto de esferas espirituais como reais, ligadas ao meu tempo e também extemporâneas. Faço música porque acredito que é mais que uma manifestação artística, é uma arma política e poética, e é uma linguagem de conexão, de poder, de cura, que carrega a história dos tempos, no corpo e na natureza. Faço música porque com ela posso mergulhar no profundo do silêncio e gritar a violência da ira; porque quero ser feliz e não findar; faço música não por escolha, mas por paixão. Não faço música, sou música, como sou cinema, como sou água, como sou viva.
Ian Ramil - Enxergo muito a natureza no teu disco, tanto a humana quanto a que a humanidade insiste sem sucesso tentar apartar. Qual é o destino da espécie?
Ava Rocha - Não tenho como antever o futuro da espécie, mas acredito que um futuro positivo dependa de uma transformação radical, de uma ruptura para um novo momento em que nós humanos urgimos na necessidade de nos reconectarmos com as coisas que realmente importam. E sinto que estamos vivendo esse momento, ao mesmo tempo que o mundo parece acabar, um novo mundo parece estar em gestação. Temos que confiar e acreditar nesse momento favorável para o empoderamento e a reinvenção, e os jovens, como estão mostrando os estudantes em São Paulo, são a manifestação viva disso!
COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.



DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
Fãs fazem fila para comprar ingressos dos Rolling Stones em Porto Alegre Gilberto Gil faz show gratuito neste sábado em Porto Alegre Ingresso para Rolling Stones em Porto Alegre custará entre R$ 175 e 900 Prêmio Açorianos de Música revela vencedores

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo