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CINEMA Notícia da edição impressa de 30/11/2015. Alterada em 29/11 às 19h24min

Por um abraço

BOSSA NOVA/DIVULGAÇÃO/JC
Matheus Fagundes e Irandhir Santos contracenam em Ausência, de Chico Teixeira

Caroline da Silva

Em cartaz, o novo longa de Chico Teixeira não é fácil - o diretor mesmo admite. Tampouco seria simplificada a construção do drama de Ausência, ricamente ancorada nas interpretações do protagonista adolescente Matheus Fagundes, da reconhecida atriz Gilda Nomacce e do novo "príncipe do cinema brasileiro", Irandhir Santos.
Para lidar com uma série de emoções - discórdia, raiva, decepção, abandono e amizade - excluindo a teatralidade de certos vícios, o cineasta contou com a preparadora de elenco Fátima Toledo. O autor ainda tem o costume de ter uma primeira conversa com os atores sobre as cenas sem eles lerem o roteiro, em busca da "naturalidade".
Por todos esses desafios, é que Teixeira ressalta a carreira em festivais antes da estreia comercial nos cinemas. Ausência foi exibido na Mostra Panorama do último Festival de Berlim e em Toulouse 2014: Cine en Construcción. No ano passado, recebeu o Prêmio Especial do Júri e Melhor Ator (Matheus Fagundes) no Festival do Rio e Prêmio da Crítica (Abraccine), Melhor Direção, Ator e Roteiro (Chico Teixeira, Cesar Turim e Sabina Anzuategui) no Fest Aruanda.
Do 48º Festival de Cinema de Gramado, este ano, saiu como o grande vencedor, somando os Kikitos de Melhor Filme; Direção; Roteiro e Trilha Musical (Kassin). O cineasta, que não viajou à Serra gaúcha por estar finalizando o tratamento contra um câncer, relata que recebeu a notícia com alegria: "As pessoas me entenderam, perceberam o que eu queria falar com este filme, tanto trabalho deu certo, eu não estava no caminho errado. Fiquei muito feliz, pois é um filme difícil, duro, hermético, introspectivo, mais escuro, não tão colorido".
A história tem como condutor o menino de 15 anos Serginho, que precisa assumir o comando da casa depois que seu pai deixa a família em más condições financeiras. Tem um irmão pequeno e uma mãe (Gilda Nomacce) que faz bolos para fora, mas tem problemas com bebidas alcoólicas. Serginho vai trabalhar na feira com o tio; lá configuram-se alguns fatos de alento e outros de conflitos. Um dos momentos leves de sua rotina é quando faz entregas no apartamento de Professor (Irandhir Santos).
O diretor conta que nenhum dos papéis foi escrito para esses atores; eles foram escolhidos posteriormente. Matheus Fagundes, inclusive, não tinha sido a primeira opção em um grande teste com diversos garotos. No entanto, ele carrega a narrativa nas costas, assim como a carga dramática deste menino, que perambula tentando acertar, buscando um abraço, um beijo, um cafuné, sorrisos. Isso pode ser comprovado pelos troféus que sua atuação angariou.
Aos 16 anos, o jovem intérprete assumiu o papel tendo alguma experiência anterior. Já tinha feito dois curtas: Bicho, de Vitor Brandt, e Ernesto no País do Futebol, de André Queiroz. Também participou do longa Na quebrada, de Fernando Grostein. No teatro, tem duas montagens no currículo. Fagundes destaca que dar vida ao personagem Serginho foi um processo minucioso: "Aprendi muita coisa, tanto na vida profissional quanto pessoal. Tenho muito orgulho desse trabalho, pois um dos objetivos de todo ator é protagonizar um filme em algum momento da carreira, e eu tive esse privilégio cedo, então isso me deu mais tesão por essa profissão. Ganhei dois prêmios, é bom ser reconhecido".
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