Porto Alegre, Terça-Feira, 2/12/2008

   
Destaques 2002


Kepler Weber - tecnologia e atenção aos clientes garante sucesso
 
Um dos três maiores fabricantes de silos do mundo, o Grupo Kepler Weber, que nasceu em Panambi, passou em três anos de um prejuízo de R$ 40 milhões para um lucro líquido de R$ 14,1 milhões alcançado em 2002. O resultado ajuda a confirmar a posição da companhia que detém sozinha 65% do mercado nacional de armazenagem de cereais. O desempenho, na avaliação do presidente da empresa, Othon d’Eça Cals de Abreu, é conseqüência dos investimentos em tecnologia e da atenção oferecida aos clientes. “Além das posições internas, o sucesso do agronegócio interfere diretamente no nossa colocação no mercado”, ressalta o dirigente.
Amparado nas expectativas otimistas que cercam o setor agrícola em 2003, Abreu acredita em um crescimento entre 15% e 20% nas vendas do grupo, que atingiram R$ 284,4 milhões no ano passado. A grande aposta no mercado externo também faz parte da estratégia de sucesso da Kepler, que foi agraciada com o prêmio Destaques JC na categoria Agronegócio pelo Jornal do Comércio. Do total das vendas realizadas no ano passado, 15% tiveram como destino diferentes portos do mundo. Além da liderança nacional, a Kepler detém 36% do mercado argentino, 70% do chileno e 90% do uruguaio.
O mais recente projeto anunciado no mercado internacional pela companhia é a instalação de uma planta industrial para armazenagem de soja nos Emirados Árabes. A negociação, que durou oito meses, envolve US$ 3,06 milhões.
Em 2004 a Kepler vai iniciar as obras da nova unidade fabril da empresa em Campo Grande (MS). A fábrica, que vai demandar investimentos de R$ 85 milhões, deverá ter capacidade para transformar 80 mil toneladas de aço ao ano. O empreendimento ainda abrigará 500 novos postos de trabalho, gerando 5 mil empregos indiretos em 2005, quando deve ser concluído. “A Região Centro-Oeste tem um grande potencial de produção que deve ser explorado, assim como todo o Brasil, que é a última fronteira agrícola do mundo”, salienta Abreu.
Em busca de novas posições no mercado, a Kepler Weber passou por reestruturações, iniciadas em 1996 quando o controle acionário foi adquirido por instituições do mercado financeiro e de investimentos da América Latina. Hoje 1,6 mil funcionários da empresa participam dos resultados e contam com um plano de previdência complementar.
Em 2002, o grupo investiu R$ 14,4 milhões. Desse total, R$ 9 milhões foram direcionados para a nova unidade de galvanização a quente em Panambi. O segundo maior segmento que recebeu investimentos (R$ 2,3 milhões) foi o de máquinas e equipamentos para modernizar o parque fabril também em Panambi.
Para este ano, o presidente da empresa espera uma redução nos preços do aço, que foi reajustado em mais de 90% entre o ano passado e o começo de 2003. “Há um desequilíbrio entre a queda do dólar e a manutenção dos altos valores do aço. Isso indica que precisamos ter cuidado para não colocarmos em risco a nossa competitividade”, complementa Abreu.
A Kepler nasceu em maio de 1925, como uma pequena ferraria localizada em “Neu-Würtemberg”, hoje município de Panambi. Além do segmento que garante a liderança da companhia na armazenagem (secadores de grãos, máquinas de limpeza, silos metálicos e transportadores), a empresa fabrica equipamentos para unidades sementeiras, maltarias, cervejarias, fábricas de alimentos, instalações portuárias, estruturas metálicas para sistemas elétricos e telecomunicação, e peças e serviços de galvanização.
 
 

 
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