O Terminal de Contêineres (Tecon)
Rio Grande espera aumentar em 15% sua movimentação
de cargas neste ano. Em 2002, a empresa já registrou
um recorde da movimentação de 267 mil unidades,
equivalentes a cerca de 444 mil TEUs (Unidade Equivalente
a um contêiner de 20 pés).
Deveremos ter um acréscimo das cargas de transbordo
e com isso afirmar o terminal como um concentrador de cargas.
Já temos um preço competitivo internacionalmente
para prestar esse serviço, diz o diretor-comercial,
Thierry Rios. Ele também acredita que o transporte
de contêineres refrigerados tende a crescer em 2003.
As principais cargas movimentadas pela companhia no ano
passado foram fumo, calçados, resinas sintéticas,
arroz, móveis e congelados. Rios destaca que o terminal
é, em média, 80% exportador. Em 2002, uma
das dificuldades enfrentadas pelo Tecon Rio Grande foi o
da oscilação cambial.
Para esse ano, encaminhamos soluções
que farão com que não fiquemos tão
expostos a essas variações e seguramente teremos
um bom ano em termos de resultado, garante Rios.
Ele cita como principais concorrentes os portos que se encontram
dentro do seu raio comercial como os de Montevidéu,
Buenos Aires, Itajaí e São Francisco do Sul,
os dois últimos catarinenses, mas diz que os investimentos,
principalmente em equipamentos de última geração
e o sistema informatizado de operação, dão
mais competitividade ao Tecon Rio Grande.
A companhia também está discutindo novos investimentos.
Entre os projetos está a construção
de um terceiro píer, o que permitirá a operação
simultânea de três navios, melhorando a qualidade
nos embarques e desembarques de contêineres. Rios
adianta que os empreendimentos deverão ser anunciados
no segundo semestre.
Outro fato que está sendo acompanhado pela diretoria
do grupo é a possibilidade do governo federal dar
continuidade às obras de prolongamento dos molhes
de Rio Grande ainda este ano e assim permitir um aumento
do calado do porto. O dirigente mostra-se favorável
à iniciativa. A curto e médio prazo
não traria grandes benefícios, mas evidentemente
credencia mais o porto e cria diferenciais futuros com os
concorrentes da região, argumenta. Atualmente,
o Tecon Rio Grande conta com um calado de 40 pés,
que corresponde a 12,5 metros, um cais com 600 metros de
comprimento e uma área total de 670 mil metros quadrados.
Nos primeiros quatro meses deste ano, o Tecon Rio Grande,
que por seu desempenho no segmento de logística receberá
o Prêmio Destaque JC 2002, concedido pelo Jornal do
Comércio, movimentou em torno de 158,5 mil TEUs.
Somente em abril, a empresa movimentou quase 50 mil TEUs.
O diretor-presidente do Tecon, Paulo Bertinetti, salienta
que o Tecon Rio Grande é um importante gerador de
empregos e impostos no município, chegando a pagar
R$ 41 milhões durante o ano passado. Desde 1997,
época em que o terminal foi privatizado, a empresa
aplicou cerca de US$ 53 milhões em qualificação
de equipamento, o que segundo Rios vai antecipar as metas
a serem cumpridas no contrato feito com o governo do Estado. |