Da mesma forma simples e objetiva como
sempre tratou a todos durante a campanha para o governo
do Estado, quando demonstrava inabalável certeza
de vitória, mesmo contra as opiniões e os
números das pesquisas, Germano Rigotto (PMDB) implantou
uma nova fase na política riograndense, preservando
o diálogo como a mais importante concepção
de desenvolvimento. Rigotto construiu o caminho da vitória
definindo-se como a terceira via, a opção
diferenciada daquilo que a sociedade gaúcha conhecia
e ficou fora do fogo cruzado dos primeiros colocados nas
pesquisas. Correndo por fora, com a proposta de pacificação
como base para a retomada do desenvolvimento, Rigotto cativou
a opinião pública e venceu as eleições
no Estado.
Na verdade, a estratégia não foi tão
simples assim. E ela só foi possível graças
à firmeza do candidato com suas convicções
e ao uso da televisão para fazer chegar ao eleitor
as posições que defendia. Demorou semanas
até que as pesquisas de opinião, captassem
o crescimento da preferência do eleitor por seu nome.
Nesse período, Rigotto sempre manteve o entusiasmo.
Apesar de ter menos de 4% nas pesquisas manteve o discurso,
sem agressividade e insistiu no destaque a pontos de seu
programa - segurança, saúde, educação,
agricultura. Em menos de dois meses, provando que estava
certo, Rigotto cresceu dos 4% para 41,2% e venceu o primeiro
turno da eleição.
No segundo turno, com o apoio de mais partidos (PPB, PDT,
PTB, PPS, PL e PFL), que vieram se somar à aliança
que já tinha com o PSDB e PHS, Rigotto chegou aos
3,1 milhões de votos, superando o concorrente Tarso
Genro em 319.261 votos. Foram 52,7% dos 5.978.315 votos
válidos, contra 47,3% do adversário. O desempenho
político de Germano Rigotto, além de garantir
a ele a eleição para o governo do Estado,
mostrou a viabilidade de uma campanha baseada em propostas
objetivas. O prêmio Destaque JC na categoria Política
é um reconhecimento dessa capacidade de superar as
dificuldades com propostas e diálogo.
Aos 53 anos de idade, Germano Rigotto é o terceiro
caxiense a comandar o Rio Grande do Sul. Antecederam-no
Euclides Triches e Pedro Simon. Rigotto nasceu em 24 de
setembro de 1949, em Caxias do Sul, filho do casal Germano
João Rigotto e Julieta Vargas Rigotto.
Sua vocação para a política começou
nos tempos de estudante. Formado em Odontologia e Direito
na Ufrgs, Rigotto disputou a primeira eleição
e foi o vereador mais votado pelo antigo MDB na eleição
de 1976 em Caxias do Sul. Como deputado estadual foi líder
do governo Simon e do partido na Assembléia Legislativa.
Em 1991 concorreu à Câmara Federal e foi reeleito
em 1994 e 1998, sempre entre os deputados federais mais
votados.
Na Câmara Federal foi líder do PMDB e do governo
Fernando Henrique Cardoso e presidiu importantes comissões,
entre elas a da Reforma Tributária, o que lhe garante
destaque nas discussões junto ao governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. É casado com Cláudia
Elisa Rigotto, com quem tem dois filhos - Rafael, de 20
anos, e Roberta, de 14 anos.
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