Porto Alegre, Terça-Feira, 2/12/2008

   
Destaques 2002


Diálogo levou Rigotto à vitória
 
Da mesma forma simples e objetiva como sempre tratou a todos durante a campanha para o governo do Estado, quando demonstrava inabalável certeza de vitória, mesmo contra as opiniões e os números das pesquisas, Germano Rigotto (PMDB) implantou uma nova fase na política riograndense, preservando o diálogo como a mais importante concepção de desenvolvimento. Rigotto construiu o caminho da vitória definindo-se como a terceira via, a opção diferenciada daquilo que a sociedade gaúcha conhecia e ficou fora do fogo cruzado dos primeiros colocados nas pesquisas. Correndo por fora, com a proposta de pacificação como base para a retomada do desenvolvimento, Rigotto cativou a opinião pública e venceu as eleições no Estado.
Na verdade, a estratégia não foi tão simples assim. E ela só foi possível graças à firmeza do candidato com suas convicções e ao uso da televisão para fazer chegar ao eleitor as posições que defendia. Demorou semanas até que as pesquisas de opinião, captassem o crescimento da preferência do eleitor por seu nome. Nesse período, Rigotto sempre manteve o entusiasmo. Apesar de ter menos de 4% nas pesquisas manteve o discurso, sem agressividade e insistiu no destaque a pontos de seu programa - segurança, saúde, educação, agricultura. Em menos de dois meses, provando que estava certo, Rigotto cresceu dos 4% para 41,2% e venceu o primeiro turno da eleição.
No segundo turno, com o apoio de mais partidos (PPB, PDT, PTB, PPS, PL e PFL), que vieram se somar à aliança que já tinha com o PSDB e PHS, Rigotto chegou aos 3,1 milhões de votos, superando o concorrente Tarso Genro em 319.261 votos. Foram 52,7% dos 5.978.315 votos válidos, contra 47,3% do adversário. O desempenho político de Germano Rigotto, além de garantir a ele a eleição para o governo do Estado, mostrou a viabilidade de uma campanha baseada em propostas objetivas. O prêmio Destaque JC na categoria Política é um reconhecimento dessa capacidade de superar as dificuldades com propostas e diálogo.
Aos 53 anos de idade, Germano Rigotto é o terceiro caxiense a comandar o Rio Grande do Sul. Antecederam-no Euclides Triches e Pedro Simon. Rigotto nasceu em 24 de setembro de 1949, em Caxias do Sul, filho do casal Germano João Rigotto e Julieta Vargas Rigotto.
Sua vocação para a política começou nos tempos de estudante. Formado em Odontologia e Direito na Ufrgs, Rigotto disputou a primeira eleição e foi o vereador mais votado pelo antigo MDB na eleição de 1976 em Caxias do Sul. Como deputado estadual foi líder do governo Simon e do partido na Assembléia Legislativa. Em 1991 concorreu à Câmara Federal e foi reeleito em 1994 e 1998, sempre entre os deputados federais mais votados.
Na Câmara Federal foi líder do PMDB e do governo Fernando Henrique Cardoso e presidiu importantes comissões, entre elas a da Reforma Tributária, o que lhe garante destaque nas discussões junto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É casado com Cláudia Elisa Rigotto, com quem tem dois filhos - Rafael, de 20 anos, e Roberta, de 14 anos.
 
 

 
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