Atualização constante, honestidade, seriedade,
inovação e persistência. Esta é
a receita citada por Alexandre Egon Koch, diretor de vendas
da Metalúrgica Metz, de Estância Velha, para
vencer ao longo do tempo. Fundada em 1899, a empresa fabrica
ferragem para a construção civil. Isso hoje,
porque há mais de cem anos João Metz, fundador
do empreendimento, trabalhava com a elaboração
de jóias de ouro.
A família Metz iniciou com a empresa, que posteriormente,
em 1982, foi comprada por Otto, Carlos e Harry Koch. “Nossa
família optou por preservar o mesmo nome e ir alterando
aos poucos os produtos, de acordo com a necessidade do
mercado”, explica Koch.
Produzir o que o cliente procura tem sido uma das diretrizes
da empresa nestes anos. Em 2003, foi feito um investimento
para viabilizar a produção de novas linhas,
como a de fechadura de portas. “Este ano pretendemos
melhorar os processos e modernizar as ferramentas de produção”,
revela Koch. A expectativa é aumentar em 10% o
faturamento. Em 2003, o valor ficou em torno de R$ 100
mil mensais.
No entanto, as dúvidas ainda são grandes.
“Não sei se realmente vai haver esta grande
recuperação econômica que o governo
anuncia”, afirma Koch. Isso porque os problemas
do ano passado, diz ele, ainda persistem. “Novamente
o preço das matérias-primas está
aumentando e o poder aquisitivo dos trabalhadores ficando
cada vez menor”, relata Koch. Ele cita uma pesquisa
feita no Vale do Sinos, que apurou em 11% a queda no poder
de compra dos trabalhadores da região em 2003.
Salários comprimidos e preços em ascensão
é uma combinação que não promete
bons resultados. Segundo Koch, somente as chapas e ferros,
componentes essenciais para as atividades da metalúrgica,
aumentaram 13% em janeiro. “Acabamos tendo que repassar
porque as margens de lucro já estão extremamente
comprimidas desde o ano passado”, salienta. Também
subiram de preço este ano o inox, aço e
outros insumos importante.
A Metalúrgica Metz vende para diversos municípios
do Rio Grande do Sul, além de Santa Catarina, Paraná
e São Paulo. A meta é conseguir levar os
produtos para fora do Brasil. “Com a situação
econômica que estamos enfrentando nos últimos
anos, exportar é sempre mais rentável”,
diz Koch.
Além de garantir o faturamento quando o mercado
interno vai mal, exportando a empresa consegue obter maior
rentabilidade nas vendas, já que a produção
é financiada em reais e o pagamento feito em dólar.
A empresa emprega 20 funcionários. Administram
o empreendimento, além de Alexandre Koch, outros
três dos seus cinco irmãos. Os outros dois
administram a outra empresa da família, o Curtume
Incopol, localizado em Portão.
Família Koch comprou a empresa há 20 anos
A Metalúrgica Metz começou a funcionar
em 1899, nos fundos da casa de João Metz, em Estância
Velha, bem na frente de onde fica hoje o prédio
da empresa. Ele mesmo era responsável pela produção
e pelas vendas, feitas nos domicílios. Basicamente
eram produzidas jóias, mas a linha de produtos
também incluía bombas de chimarrão
e material de montaria.
Em 1982, o último descendente do fundador Metz
saiu da sociedade, 93 anos depois da fundação.
Naquele ano, em 23 de julho, Bruno Cassel, um dos sócios
da empresa e genro de um Metz, transferiu sua parte na
empresa para a família Koch. Pela primeira vez,
a constituição societária da empresa
passou a incluir pessoas que não descendiam do
fundador. A nova direção decidiu não
alterar a razão social, mantendo o nome Metalúrgica
Metz.
Em 11 de setembro de 1999, a família Koch, que
hoje controla a empresa, juntamente com os descendentes
de João Metz, atuais e ex- funcionários
da empresa, se reuniram para comemorar os cem anos da
metalúrgica. Durante a festividade, que reuniu
também a comunidade de Estância Velha, foi
aberta a mostra “Cem anos de Metalúrgica
Metz”, na Casa de Cultura Lina Ema Cassel.
Metalúrgica Metz Ltda (1899)
Fundador: João Metz
Presidente: Otto Theophilo Koch
Diretoria: Alexandre Egon Koch,
Andrea Ilga Koch, André Leandro
Koch e Ricardo Sílvio Koch